São Paulo- A Executiva Nacional dos Bancários reúne-se amanhã, às 15 horas, em São Paulo, para avaliar os rumos da campanha salarial, o andamento da greve e as sugestões de mudança na proposta salarial que vieram de diversas assembléias do País. A categoria, que pedia 25% de reajuste, deu sinais de que aceita um percentual menor. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) oferece 8,5%.
  A atual diretoria do Sindicato dos Bancários de São Paulo está sendo criticada por Dirceu Travesso, um dos quatro diretores de oposição, minoria num colegiado de diretores com 88 nomes no total. ‘‘Tentaremos ocupar um espaço deixado pelos sindicalismo cutista, que tomou o rumo governista e chapa branca’’, diz Travesso.
    O sindicalista, candidato a prefeito pelo PSTU em São Paulo, é estrela da greve. Foi preso três vezes depois de desafiar a PM com piquetes. Critica não só o novo sindicalismo cutista. Critica também o PT, acusando-o de servir aos ‘‘interesses de banqueiros’’.
  Travesso acredita que a greve dos bancários marca uma virada da categoria em São Paulo. Segundo ele, a atual greve dos bancários deve muito aos militantes do PSTU e tem servido para o ‘‘diálogo com a base’’.

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