Curitiba - Os bancários de Curitiba e Londrina vão paralisar as atividades a partir de hoje por tempo indeterminado. Depois que a categoria deflagrou a greve no País, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) decidiu retomar as negociações durante o fim de semana, mas sem sucesso.
As principais reivindicações dos trabalhadores são aumento salarial de 12,5% (5,4% de aumento real e 7,1% de reposição da inflação), piso salarial de R$ 2.979,25, conforme salário mínimo sugerido pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), e vale-alimentação, refeição e auxílio-creche de R$ 724, PLR de três salários mais R$ 6.247,00, além de plano de cargos e carreiras.
No final de semana aconteceu mais uma rodada de negociações entre a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e a Fenaban. Na reunião de sábado, os bancos elevaram o índice de reajuste de 7% para 7,35% para os salários e de 7,5% para 8% para os pisos, mas os trabalhadores não aceitaram a proposta e decidiram manter a greve.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região Metropolitana, Elias Jordão, disse que durante a greve devem funcionar normalmente apenas os caixas automáticos e a compensação de cheques. No transcorrer da paralisação os depósitos podem ficar prejudicados pela falta de envelopes, como já aconteceu em anos anteriores. No ano passado, a greve durou 23 dias.
A secretária geral do Sindicato dos Bancários de Londrina e Região, Gisa Bisotto, disse que os trabalhadores da região também devem manter funcionando apenas os caixas automáticos. Segundo ela, no caso do pagamento de aposentados haverá algum funcionário na agência que poderá orientar nos casos de quem tem cartão com senha. Os aposentados que tiverem algum problema para receber, devem ser atendidos no interior da agência. "Hoje (ontem) fizemos panfletagem no Calçadão de Londrina para avisar a população", disse. Segundo ela, a greve deve se intensificar a cada dia que passar. Em Londrina, são 2,2 mil bancários. Curitiba e região metropolitana somam 18 mil trabalhadores.
A Fenaban informou que apresentou nova proposta de reajuste aos bancários e que permanece confiante na manutenção das negociações para um desfecho do acordo coletivo.

Imagem ilustrativa da imagem Bancários entram em greve a partir de hoje
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