Bancários em assembléia mantêm greve
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quarta-feira, 22 de setembro de 2004
Agência Estado 
São Paulo - Os bancários de São Paulo aprovaram ontem a continuidade da greve, em assembléia na sede do sindicato da categoria. Diferentemente dos dias anteriores, a paralisação permaneceu no mesmo nível do dia anterior. No Rio de Janeiro, um grupo de 200 bancários realizou à tarde uma passeata no centro da cidade. Dos 40 mil trabalhadores da categoria no Estado, 70% aderiram à paralisação. A Confederação Nacional dos Bancários (CNB/CUT) informou que continuam os focos de paralisação em 24 capitais.
O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2 Região tenta mediar um acordo, em resposta à ação de dissídio coletivo impetrada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). No encontro de ontem, o TRT não marcou reunião de conciliação ou data para julgamento da greve.
Sem acordo, o Sindicato de São Paulo acredita que vai aumentar o número de bancários parados. Para isso, a entidade coordena diariamente uma força-tarefa de 200 pessoas para paralisar os bancos de São Paulo em sete regiões. Além deste grupo, conta com o trabalho de bancários que aderiram à greve, cujo número oscila. São bancários que, no movimento de greve, respondem pelos piquetes. ''Eles são fundamentais, sem os quais a paralisação não avança'', explica Juvandia Moreira Leite, secretária-geral do Sindicato dos Bancários.
O custo da greve dos bancários não é pequeno. Por dia, custa R$ 100 mil até agora, custou R$ 600 mil. A despesa recai sobre o orçamento da organização, prevista para este ano em R$ 33 milhões. Para a greve, o financiamento é fundamental. A entidade já imprimiu 1 milhão de cartazes com a frase ''Estamos em Greve'', 200 mil adesivos pequenos e médios, 3 mil faixas plásticas e 100 mil cartazes com informações sobre a paralisação, inclusive com fotos. ''Tudo para trazer o bancário para o movimento'', diz Juvandia.


