São Paulo Além dos metalúrgicos, outras duas categorias de trabalhadores ligadas à CUT bancários e químicos deflagraram campanha salarial de emergência para repor perdas provocadas pela inflação. Os bancários, com data-base em setembro, querem reposição de 15%. Os químicos, com datas-bases que vão de setembro a novembro, reivindicam algo perto de 10%.
A Federação Estadual dos Metalúrgicos, ligada à central, pleiteia a reposição por meio de abono salarial. Ontem, a federação, que reúne 13 sindicatos (250 mil trabalhadores), fechou acordo com as montadoras de veículos para pagamento de abono de R$ 900 para cerca de 43 mil trabalhadores. Essa proposta será levada ainda para discussão entre os empregados na próxima semana.
A ala mais radical da CUT já fala em gatilho salarial cada vez que a inflação bater em 3%. Entre os sindicatos ligados à CUT não há união em torno das reivindicações salariais. A decisão da federação dos metalúrgicos de optar pelo abono salarial foi criticada por representantes de outras categorias. Isso aconteceu sobretudo depois que os metalúrgicos ligados à Força Sindical conseguiram - com negociações e ameaças de greve - antecipação de 10%.
A campanha dos bancários será nacional. Cerca de 120 sindicatos, que representam 80% dos bancários no País, estão sendo convocados para a campanha emergencial.

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