São Paulo - A semana começa com greves de duas categorias importantes. Os bancários, em movimento nacional, entram hoje no sexto dia de paralisação, enquanto os metalúrgicos ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) iniciam greve por tempo indeterminado em empresas dos setores de máquina e eletroeletrônicos (Grupo 9) e lâmpadas e estamparia (Grupo 10) na região do ABC paulista e no interior do Estado de São Paulo.
No caso dos bancários, a mobilização iniciada na última quarta-feira, depois de oito anos sem paralisação, é maior nas grandes cidades brasileiras. Na sexta-feira, o movimento ganhou força e atingiu 18 capitais, com adesão de 200 mil trabalhadores, segundo a Confederação Nacional dos Bancários (CNB), filiada à CUT.
Em Curitiba, cerca de 3,5 mil bancários aderiram à paralisação na sexta-feira e grande parte das agências da capital e região metropolitana estiveram fechadas. Em Londrina, a categoria realiza assembléia hoje, às 19 horas.
A paralisação dos metalúrgicos ficará restrita a São Paulo, onde a Federação Estadual da categoria pressiona os negociadores dos Grupos 9 e 10 a apresentarem propostas de aumento real de salários. Juntos, esses dois grupos empregam cerca de 60 mil metalúrgicos. Além do aumento dos salários, a categoria quer antecipar a data-base de novembro para setembro. Os metalúrgicos dos três grupos querem a reposição das perdas com a inflação de 5,37% medida pela variação do INPC acumulada em 10 meses, mais aumento real.

mockup