Bancários de SP aceitam reajuste de 12,6%
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quarta-feira, 08 de outubro de 2003
Rodney Vergili<br> Agência Estado 
São Paulo A Assembléia do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região decidiu, por ampla maioria, aceitar a indicação da Executiva Nacional de aprovação da última proposta salarial apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
Mais de 800 bancários participaram da assembléia que aprovou reajuste salarial de 12,6%, abono de R$ 1.500 e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 80% do salário mais valor fixo de R$ 650.
O reajuste é retroativo a 1º de setembro, data-base da categoria bancária, e os bancos devem pagar o abono e metade da PLR (participação nos lucros) dez dias úteis após a assinatura do acordo. Como a Convenção Coletiva dos Bancários é nacional, a data da assinatura do acordo deverá ser definida após a realização das demais assembléias sindicais previstas para ocorrerem até esta quinta-feira.
O presidente do Sindicato, João Vaccari Neto, afirma que vai ser fechado o acordo possível, ''não o ideal'', baseando-se na avaliação de que, embora o quadro de mobilização e organização da categoria tenha melhorado este ano, ainda não seria suficiente para a realização de uma greve de fôlego que pudesse arrancar uma proposta melhor dos banqueiros.
Ele aposta no acúmulo de forças e na organização da categoria nos locais de trabalho para obtenção de novas conquistas em um futuro próximo. O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região representa 105 mil bancários, um quarto da categoria, que atualmente conta com cerca de 400 mil trabalhadores no País.
A diretoria do Sindicato agora vai direcionar seus esforços para convencer as direções dos bancos públicos federais a cumprir a Convenção Coletiva Nacional dos Bancários. Segundo Vaccari, ''o cumprimento da convenção pelos bancos públicos federais não deveria nem ser objeto de negociação, uma vez que todos eles são representados pela Fenaban. ''Queremos acabar com um desvio crônico, que vem desde a ditadura militar, pelo qual os bancos públicos se recusam a cumprir as convenções coletivas firmadas com a Fenaban. Eu acredito que, com o novo governo, os bancários possam ser uma categoria unificada, de fato, em todo o País.''


