Bancários de Londrina aderem à greve nacional
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segunda-feira, 20 de setembro de 2004
Jacira Werle e Luciana Pombo<br>Reportagem Local 
Os bancários de Londrina aprovaram ontem à noite a adesão à greve nacional da categoria. A mobilização na cidade começa hoje. '' Vamos estar na frente das agências orientando os colegas que ainda não pararam e explicando o motivo da mobilização aos clientes,'' assegurou o presidente do Sindicato dos Bancários de Londrina e Região, Geraldo Fausto dos Santos, logo após a votação realizada pela categoria. Participaram da reunião cerca de 270 profissionais. Os bancários reivindicam 25% de aumento.
O piso salarial de um bancário em início de carreira é de R$ 638, segundo Santos. ''No ano passado a categoria recebeu aumento, entretanto o valor não repôs as perdas com a inflação do período,'' contabilizou. Segundo ele, a proposta dos bancos varia entre 8,5% e 12,77%. ''As negociações não avançam desde o início do mês porque os bancos não querem. A greve é uma forma de abrir para as conversas,'' afirmou.
Segundo Santos, Londrina possui 1.500 bancários. Os outros 25 municípios da regional somam 500 profissionais e cada cidade deverá avaliar a adesão ao movimento, mencionou.
Mais adesões - Em Curitiba, 3,5 mil bancários aderiram à paralisação na última sexta-feira, mesma situação que atingiu outras 17 capitais, mobilizando cerca de 200 mil profissionais, segundo a Confederação Nacional dos Bancários (CNB). Os bancários, em movimento nacional, estão no sétimo dia de paralisação.
De acordo com o presidente da Federação dos Bancários da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Paraná, Adilson Stuzata, em Curitiba e Região Metropolitana, a adesão aumentou ontem em cerca de 10%, com o fechamento de 110 agências bancárias. Hoje, além de Londrina, devem engrossar a paralisação os municípios de Umuarama, Apucarana, Maringá, Cascavel e Cornélio Procópio.
''A tendência é que o movimento se fortaleça a cada dia, até que nós possamos ter a sinalização de negociação com os bancos públicos e privados'', afirmou o sindicalista. Os servidores da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil (BB) foram as que mais aderiram à greve. Das 99 agências na Grande Curitiba, apenas dez abriram as portas ontem. Cerca de 3,5 mil funcionários cruzaram os braços.
Dos bancos privados, algumas agências do Itaú, Santander, Banespa, Safra, Real e Unibanco permaneceram fechadas ontem. O Centro de Serviços do HSBC, no Xaxim, aderiu à greve. Nenhum dos 600 bancários do centro trabalhou. O centro faz desde suporte técnico para as agências até processamento de dados de tudo o que é depositado em caixas eletrônicos.
Os bancários de instituições privadas reinvindicam reposição das perdas inflacionárias de 17,68%% e um aumento real de salário que completaria um reajuste de 25%. Os bancários também pedem Participação nos Lucros e Resultados (PLR), além de um adicional de R$ 1,2 mil para todos os funcionários. No início do mês a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) ofereceu aumento de 8,5% sobre os salários pagos em agosto e 80% de um salário como PLR. A proposta foi rejeitada pelos bancários.
Já os bancários de bancos públicos querem reposição de perdas salariais desde 1994. As perdas somariam 69%. Hoje, às 15 horas, sindicalistas de todo o Brasil se reúnem em São Paulo para avaliar o movimento grevista.


