O Sindicato dos Bancários de Cascavel e Região iniciou ontem uma campanha para evitar que as pessoas permaneçam muito tempo nas filas de bancos. A direção do sindicato pretende colher assinaturas nas portas e filas dos bancos para posteriormente entregar ao Procon e pedir que o órgão tome medidas jurídicas no sentido de obrigá-los a respeitar a lei federal 8.078/90, de 11 de novembro de 1990.
Essa lei federal, que inclusive criou o Código de Defesa do Consumidor, estabelece em seu artigo 22 que: ‘‘os órgãos públicos, por si ou suas empresas, concessionárias, permissionárias, ou sob qualquer outra forma de empreendimento, são obrigados a fornecer serviços adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, contínuos’’.
Segundo o presidente do sindicato, Gladir Basso, apesar da lei federal não mencionar o limite máximo que uma pessoa pode permanecer na fila, o fato de ser obrigado a esperar demonstra que o cliente e a lei estão sendo desrespeitados.
Basso lembra que em Cascavel, a exemplo de outras cidades brasileiras, existe uma lei municipal, de nº 2.961/99, que estabelece que nos dias úteis, os clientes dos bancos não podem esperar nas filas mais do que 20 minutos para serem atendidos, e nos dias que antecedem ou sucedem feriados prolongados, este tempo de espera não pode ultrapassar os 30 minutos. Porém, segundo o sindicalista, os bancos não a respeitam, alegando que a lei municipal não pode sobrepor a lei federal.
Gladir Basso observa que uma das alternativas para o término das filas seria a ampliação do horário de atendimento ao público. Ele acrescenta que existe um projeto que está tramitando na Câmara dos Deputados, que estabelece o horário de atendimento sendo das 9 às 17 horas. ‘‘Dessa forma, além dos clientes serem bem atendidos, os bancos terão que adotar dois turnos e os bancários também serão beneficiados.’’
Para o presidente do sindicato, os bancos diminuíram o número de caixas, o que provoca o aumento das filas, para obrigar os clientes a usarem o auto-atendimento. ‘‘O grande problema é que muitos ainda não sabem utilizar esse método. Sabemos de casos de pessoas que pedem ajuda a outros clientes, acabam sendo passados para trás e perdem dinheiro. Por isso, estamos lutando por um atendimento melhor e que respeite as pessoas’’, conclui Basso.

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