São Paulo O presidente da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), Gabriel Jorge Ferreira, e representantes dos sindicatos dos bancários de todo o País assinaram ontem, no Hotel Renaissance, em São Paulo, o acordo salarial deste ano, que prevê reajuste de 12,6%, abono único de R$ 1.500 e participação nos lucros de 80% do salário mais valor fixo de R$ 650.
O presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, João Vaccari Neto, afirmou que a batalha agora é exigir dos bancos públicos federais (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, entre outros) que cumpram a convenção coletiva da categoria.
Ontem à noite, os bancários do Banco do Brasil rejeitaram a proposta da instituição, que ofereceu reajustes diferenciados dependendo da faixa salarial dos empregados, e ameaçam entrar em greve por tempo indeterminado a partir de terça-feira. No País, são 79 mil funcionários, informa a Confederação Nacional dos Bancários.
A greve seria em conjunto com os petroleiros, que também recusaram a proposta do Petrobras, de 10,7% de reajuste, índice inferior ao aumento de 22,3% reivindicado pelos 35 mil petroleiros.
Na segunda-feira à tarde está prevista nova reunião entre bancários do BB e dirigentes da instituição. Se não houver acordo, a categoria deve deflagar greve na noite de segunda-feira. Os empregados reivindicam a mesma proposta da Fenaban aprovada pelos bancários do setor privado. A Confederação Nacional dos Bancários vai orientar os 56 mil funcionários da Caixa a aprovarem a proposta de reajuste da instituição financeira em assembléias marcadas para a próxima semana.

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