Os bancários, que somavam cerca de 1 milhão de trabalhadores no País em 1985, chegam em 2001 totalizando aproximadamente 400 mil. E as perspectivas para o futuro são sombrias, na avaliação do presidente interino da entidade em Londrina, João Antonio da Silva Neto. A crise atual é só mais um ingrediente no somatório de fatores que, na avaliação da entidade, vem provocando o caos no País: a falta de uma política econômica voltada para alavancar o setor produtivo. Nas 26 cidades que compõem a base do sindicato local, o número de bancários foi reduzido de 8 mil, em 85, para 2 mil este ano.
Segundo João Antonio, a atual crise de energia pode acelerar o processo de enxugamento de empregos no setor. ‘‘Devido ao ‘apagão’, os bancos mudaram o horário de atendimento, mas essa medida não gera economia; gera sim exclusão de um maior número de pessoas que frequentam os bancos, diminuindo a demanda de atendimento direto ao cliente. A estratégia dos bancos é estabelecer novos hábitos na rotina bancária para reduzir, cada vez mais, o uso da mão-de-obra de bancários. Ao mesmo tempo vão duplicando os investimentos em auto-atendimento’’, analisa.
Para contribuir com a economia de energia, João Antonio considera que deveria haver redução no número de pontos eletrônicos e ampliação no período de atendimento pessoal. ‘‘O atendimento feito pelo bancário é mais rápido do que o tempo que muitos clientes precisam para operar a máquina’’, considera. (Benê Bianchi)

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