Curitiba - Deputados paranaenses da bancada ruralista na Câmara Federal devem solicitar uma audiência com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, na próxima quarta-feira, para cobrar a divulgação oficial de que o Paraná não apresentou foco da febre aftosa. Os parlamentares querem essa definição para que os municípios considerados área de risco sanitário possam retomar a comercialização de seus produtos. A informação foi dada, ontem, pelo presidente da frente parlamentar da Agricultura, Moacir Micheletto (PMDB-PR). ''Não podemos ficar no limbo. O Paraná está amargando um prejuízo sem precedente'', declarou.
Micheletto disse que a bancada já cobrou do ministro o envio ao vice-governador e secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento, Orlando Pessuti, o mesmo documento que foi encaminhado à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Ele concorda que o Paraná deve manter as barreiras nas divisas com o Mato Grosso do Sul e defende que se o laudo do Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro) não é conclusivo como divulgou ontem o Ministério da Agricultura que se busque, então, um outro laboratório para fazer as análises.
O senador Osmar Dias, líder do PDT no Senado, também, pretende cobrar posicionamento oficial do Ministério da Agricultura sobre a inexistência de febre aftosa no Paraná. ''Foram cometidas várias trapalhadas nesse processo, anunciando de forma precipitada a febre aftosa, antes de ter certeza do resultado dos exames'', criticou o senador, em nota distribuída por sua assessoria de imprensa.
Osmar Dias disse, ainda, que irá responsabilizar, pessoalmente, as autoridades se a febre aftosa entrar no Paraná, uma vez que a vacinação do gado nas áreas de risco continua proibida. O senador sugere que os criadores entrem com mandados de segurança para assegurar o direito de vacinar seus rebanhos.

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