Banana e tomate puxam cesta básica da Capital
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segunda-feira, 04 de junho de 2012
Andréa Bertoldi <br>Equipe da Folha 
Curitiba - A cesta básica de Curitiba teve alta de 2,39% em maio. No ano a alta acumulada é de 2,69% e nos últimos 12 meses de 3,80%, conforme apontou pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O índice de Curitiba foi puxado pelas altas do tomate (27,17%) e banana (7,72%). Caso estes dois produtos tivessem ficado estáveis, a cesta teria uma queda de 0,17%.
Dos 13 produtos que fazem parte da pesquisa do Dieese, nove apresentaram alta, um ficou estável e três tiveram queda. O economista da entidade, Sandro Silva, disse que a redução de preços da carne (-1,64%) e do pão (-0,34%) contribuíram para que a alta não fosse maior ainda. Estes dois produtos representam 52,7% do valor da cesta básica.
Silva explicou que o tomate subiu em função da entressafra. Nos dois últimos meses este produto subiu 28,57%. Em março a média de preço do produto era R$ 1,82 e em maio R$ 2,34. A banana também teve o preço influenciado pela entressafra e pelas chuvas. Em março, o preço médio do quilo era R$ 2,92 e, em maio, custava R$ 3,41.
Em maio, o custo da cesta para uma família curitibana era de R$ 765,96 e para um trabalhador de R$ 255,32. Além do tomate e da banana, também ficaram mais caros o arroz (7,23%), a manteiga (4,22%), o óleo de soja (4,19%), o leite (2,53%), a batata (1,63%), o feijão (0,92%) e o café (0,12%). A farinha de trigo ficou estável. O açúcar teve redução de -3,83%.
A cesta de Curitiba foi a sétima mais cara entre as dez capitais pesquisadas pelo Dieese. A capital paranaense teve o décimo maior aumento em percentual. Silva disse que a tendência é que a cesta continue subindo em junho, influenciada pela entressafra de vários produtos com o período de inverno, as temperaturas baixas e as frequentes chuvas da estação. Entre os produtos que podem apresentar aumento estão o tomate, a batata, o óleo de soja, o leite e a carne. Na pesquisa, o Dieese também apontou que o salário mínimo necessário deveria ser de R$ 2.383,28.


