O ministro de Minas e Energia, Francisco Gomide, afirmou que não vê incorreções no balanço de 2001 da Companhia Paranaense de Energia (Copel). Conforme entendimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a Copel não contabilizou no balanço de 2001 a compra de energia feita junto ao MAE (Mercado Atacadista de Energia) para atender clientes na região Sudeste, conforme a Folha publicou na última quarta-feira.
Para Gomide, a Copel não deve ser comparada a outras empresas que teriam manipulado informações sobre a origem da compra de energia porque a estatal tinha o direito de vender no Sudeste, graças aos clientes que conquistou nessa região. Para o ministro, quando a Aneel desregulamentou o mercado de energia, abrindo a possibilidade para os grandes clientes de energia contratarem seus fornecedores, a Copel ''foi à luta e conquistou clientes''. Os primeiros no Sudeste foram a Volkswagem, de Taubaté (SP), e a Carbocloro, de Cubatão (SP).
Depois a Aneel mudou as regras em função do racionamento, mas a Copel já havia feito a operação. No entendimento do ministro, a Copel não especulou com sua energia, porque ''diferente de outras empresas, tinha clientes a atender'', enfatizou Gomide. (V.C.)

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