A balança comercial brasileira teve uma pequena recuperação na segunda semana de outubro, mas voltou a registrar déficit, de US$ 16 milhões, contribuindo para reduzir o superávit acumulado do ano para US$ 467 milhões, menos da metade do saldo que o Brasil chegou a acumular até agosto, de US$ 1.036 bilhão, antes da escalada de aumentos do preço do barril de petróleo.
No período de 9 a 15 de setembro, o Brasil exportou US$ 887 milhões e importou US$ 903 milhões. No mês, o déficit acumulado já está em US$ 250 milhões. Apesar de negativo, o déficit de US$ 16 milhões caiu em relação à semana anterior.
Desde que o preço do petróleo começou a disparar, o resultado das transações comerciais brasileiras vem sendo afetado. Na semana passada, porém, esse efeito foi reduzido por um aumento de 11,3% nas exportações, principalmente de produtos manufaturados, e uma redução de 39% nas compras de combustíveis, com relação à média de setembro e da primeira semana de outubro.
Mas o resultado não permite que o governo comemore porque, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, o preço do pétroleo só reflete no resultado da balança comercial do mês subsequênte. Portanto, a queda nos gastos deve-se à diminuição do preço da commodity no fim do mês passado, quando a cotação do óleo no mercado internacional chegou a recuar para menos de US$ 29 o barril. Com o aumento da violência no Oriente, por causa do conflito entre israelenses e palestinos, o preço do barril do petróleo voltou a subir e já ultrapassou US$ 35.

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