Brasília - A balança comercial de janeiro fechou com superávit de US$ 1,588 bilhão, uma cifra recorde para o mês. Período tradicionalmente fraco no comércio do Brasil com o exterior, janeiro surpreendeu ao apontar desempenho favorável tanto para as exportações, que cresceram 20,71% em relação a igual período de 2003 e também bateram um recorde, como para as importações, que aumentaram 15,40%.
Ao divulgar esses dados, ontem, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) advertiu que a variação tão expressiva nos embarques de janeiro não deverá se sustentar até o final do ano e reforçou a estimativa de crescimento de 11% nas exportações em 2004.
''Não podemos imaginar que, ao longo de 2004, sejam mantidos os resultados tão expressivos registrados em janeiro'', afirmou Ivan Ramalho, secretário da Secex. ''Os embarques de alguns setores podem não evoluir com a mesma taxa de crescimento verificada em janeiro. Nós mantemos a estimativa de US$ 80 bilhões de exportações neste ano'', completou o secretário, valendo-se das perspectivas para a soja em grãos e o petróleo em bruto como exemplos.
Em janeiro, as exportações somaram US$ 5,800 bilhões. Apesar do crescimento nas vendas dos três grandes grupos de produtos, o setor de básicos foi o que mais contribuiu com o recorde histórico. As vendas externas desse conjunto alcançaram US$ 1,740 bilhão, o que representa um aumento de 43,7% em relação a igual mês do ano passado, graças principalmente à expansão dos preços internacionais e dos volumes embarcados.
Entre seus itens, o minério de ferro respondeu por US$ 440 milhões - cifra 47,7% maior do que a de janeiro de 2003. Em geral, esse produto se mantém entre os primeiros da pauta de exportações.

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