Balança tem superávit em novembro
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terça-feira, 04 de dezembro de 2001
Agência Estado<br>De Brasília 
A balança comercial registrou saldo positivo de US$ 288 milhões em novembro, o oitavo superávit consecutivo do ano. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comécio Exterior (MDIC), o principal motivo do superávit foi a queda de 16,5% das importações em relação a novembro do ano passado, devido à redução da produção industrial no País.
Mas as exportações, nesse período, cresceram 2,5%, destacando-se o crescimento de 25% das vendas de manufaturados para os Estados Unidos.
O superávit de novembro elevou para US$ 1,786 bilhão o saldo acumulado no ano. Faltando apenas um mês para o fim de 2001, o governo prevê que o superávit comercial pode chegar a US$ 2 bilhões, valor impensável no início do ano, quando se previa um déficit de cerca de US$ 500 milhões.
''Teremos saldo positivo em dezembro. As exportações continuarão a crescer e, como as compras externas para as festas natalinas já aconteceram, não há porque imaginar que as importações aumentarão em dezembro'', disse Ivan Ramalho, secretário-adjunto de Comércio Exterior do MDIC.
No mês passado, as exportações foram de US$ 4,500 bilhões, para um total de US$ 4,212 bilhões em importaçoes. Tradicionalmente, novembro é um mês em que a importação sobe para atender ao aumento do consumo de fim de ano.
Desta vez, em relação a novembro do ano passado, houve retração nas compras em todas as categorias de produtos: matérias-primas e intermediários (-21,9%); bens de consumo (-18,3%), combustíveis e lubrificantes (-15,9%) e bens de capital (-4,8%).
Segundo Ramalho, o nível de importações de insumos industriais também está fortemente vinculado à produção de mercadorias destinadas às exportações. Como houve uma queda forte das exportações para a Argentina, segundo maior comprador do Brasil, a redução das importações também pode estar relacionada a esse fator.
Do lado das exportações, o destaque em novembro foi o crescimento de 4,4% das vendas de manufaturados em relação a novembro de 2000. As exportações de produtos básicos cresceram 3,2%.
Mesmo com a desaceleração da economia norte-americana, as exportações para os Estados Unidos aumentaram 25%.


