Balança tem superávit de US$ 856 mi
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segunda-feira, 03 de julho de 2000
Agência Estado De Brasília 
O governo chegou ao fim do primeiro semestre com um saldo positivo na balança comercial de US$ 856 milhões, que representa cerca de 30% da nova meta, de US$ 2,8 bilhões, anunciada ontem (leia nesta página), mas está comemorando o desempenho das exportações até junho, cujo saldo acumulado é de US$ 26,153 bilhões, o maior da história para o primeiro semestre, de acordo com a secretária de Comércio Exterior, Lytha Spíndola. Nunca exportamos tanto nesse período, desde que iniciamos a série, disse. O Ministério do Desenvolvimento possui dados desde 1948.
O valor acumulado das importações no primeiro semestre foi de US$ 25,297 bilhões. Resultado menor do que os alcançados nos primeiros semestres de 1995, de US$ 25,676 bilhões; de 1997, de US$ 26,953 milhões, e de 1998, de US$ 27, 814 milhões. Mas as importações até junho ultapassaram os números de 1996, cujo saldo foi de US$ 23,242 bilhões, e de 1999, de US$ 23,064 bilhões.
O saldo da balança no mês de junho foi de US$ 258 milhões, com exportações de US$ 4,861 bilhões e importações de US$ 4,603 bilhões. A média mensal das exportações em junho, de US$ 231 milhões, foi a maior desde 1998. Com relação a junho de 1999, o desempenho das exportações foi 12,7% maior, enquanto as importações cresceram 3,3%, em comparação ao mesmo período do ano passado. Mas em junho, o Brasil exportou 4% a menos do que em maio, quando o saldo foi positivo em US$ 392 milhões, e importou 1,5% a menos.
De acordo com a secretária de Comércio Exterior, a elevação das exportações em junho é consequência, principalmente, do aumento das vendas de manufaturados, que creceram 17,5%, atingindo US$ 2,811 bilhões, contra US$ 2,393 bilhões, em 1999. Como vem sendo registrado desde o início do ano, os principais destaques nas vendas dos manufaturados são os aparelhos transmissores e receptores, automóveis de passageiros, veículos de carga, móveis e aviões.
As vendas de semimanufaturados somaram US$ 669 milhões no mês, o que equivale a uma queda de 4,7% sobre junho do ano passado. A explicação para isso é a diminuição das exportações de óleo de soja (de 66,7%) e de açúcar em bruto (de 75,8%).


