Balança tem superávit de US$ 312 mi
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terça-feira, 01 de junho de 1999
Agência Estado 
A balança comercial fechou o mês de maio com superávit de US$ 312 milhões, anunciou ontem o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Mário Marconini. O resultado decorre de exportações de US$ 4,386 bilhões e importações de US$ 4,074 bilhões. De janeiro a maio, a balança acumula déficit de US$ 479 milhões.
Marconini disse que o superávit de maio representa o início de uma tendência de recuperação do comércio exterior. Segundo ele, esta recuperação é parte do processo da desvalorização cambial, da melhoria do mercado e do dinamismo de alguns setores da economia nacional.
Em relação a abril, as exportações passaram de US$ 3,705 bilhões para US$ 4,386 bilhões. Em maio do ano passado, as exportações somaram US$ 4,609 bilhões.
Segundo o secretário de Comércio Exterior, o nível de exportações no mês passado não superou o de maio de 98 por causa da retração do comércio internacional. Como fatores a favor das exportações, ele citou a competitividade dos fabricantes brasileiros.
Ele mencionou ainda alguns produtos que, embora tenham pequena participação na balança, tiveram uma reação muito boa: carne bovina, carne de frango, aviões, calçados, móveis, celulose, frutas e rochas ornamentais.
No período janeiro a maio, a balança comercial acumulou um déficit de US$ 479 milhões, resultado de exportações de US$ 18,133 bilhões, contra US$ 18,612 bilhões de importações. Marconini afirmou que, apesar de o resultado acumulado ser deficitário, o governo trabalha com a expectativa de superávit no ano entre US$ 3,4 bilhões e US$ 5,3 bilhões.
As estimativas, segundo ele, foram feitas considerando-se uma queda do PIB entre 1% e 2%. O secretário reconheceu, no entanto, que cada 1% de aumento no PIB representa uma elevação de 2% nas importações.
Marconini disse que três fatores serão favoráveis à balança no segundo semestre: a) indicadores de crescimento da economia, o que aumentaria a demanda por manufaturados procedentes da América Latina; b) a retomada do crédito, principalmente para ACC (antecipação de contratos de câmbio para exportação); c) recuperação da economia asiática.
O governo conta ainda com a melhoria do desempenho exportador de alguns setores, como a maior aceitação da carne bovina brasileira no mercado internacional, depois de um esforço de normatização e erradicação de moléstias, que mudaram a imagem negativa do produto nacional.
Espera-se também aumento de vendas de carne de frango para a Arábia Saudita, Japão e Hong Kong, na medida da recuperação pós-crise asiática. O mesmo movimento vem se verificando em relação às compras asiáticas de celulose, para mercados sul-coreano, indonésio e chinês.


