Brasília - Mesmo com a valorização do real frente ao dólar, as vendas externas brasileiras continuam fortes. Na semana passada, as exportações somaram US$ 2,510 bilhões - um recorde para períodos semanais, segundo os dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Os números superam as vendas registradas na terceira semana de maio, de US$ 2,436 bilhões. O superávit da balança comercial fechou em US$ 972 milhões, o terceiro melhor resultado semanal do ano, perdendo para a segunda semana de abril (US$ 1,1 bilhão) e para a terceira semana de fevereiro (US$ 989 milhões). As importações totalizaram US$ 1,538 bilhão.
No acumulado do mês, as exportações somam US$ 4,018 bilhões e as importações, US$ 2,378 bilhões, com superávit de US$ 1,640 bilhão. No ano, as vendas externas totalizam US$ 47,490 bilhões e as importações, US$ 30,204 bilhões, com saldo positivo de US$ 17,286 bilhões.
A média diária das exportações brasileiras nas duas primeiras semanas de junho fechou em US$ 502,3 milhões. Caso se mantenham até o final do mês acima da casa dos US$ 500 milhões, as vendas externas devem ultrapassar pela primeira vez a casa dos US$ 10 bilhões, conforme vem alardeando nas últimas entrevistas o secretário de Comércio Exterior, Ivan Ramalho. A média diária de junho é 13,1% maior que a registrada no mesmo período de 2004, quando atingiu US$ 444,2 milhões.
Os embarques de soja e de produtos siderúrgicos continuam mostrando recuperação em junho e têm ajudado no desempenho das exportações. As vendas de soja aumentaram 46,9% em relação a maio, embora continuem 28,2% menor que junho de 2004. As exportações de minério cresceram 44% na comparação com maio e 135% ante junho do ano passado.
As exportações de produtos semimanufaturados subiram 27,7% em relação a junho do ano passado por conta de ferro fundido, açúcar em bruto, alumínio em bruto, óleo de soja em bruto, ferro-ligas, celulose, semimanufaturados de ferro e aço, madeira serrada, e couros e peles. Os embarques de manufaturados cresceram 17,1%, principalmente, aparelhos transmissores e receptores, fio-máquina de ferro e aço, açúcar refinado, álcool etílico, chassis com motor, automóveis de passageiros, máquinas e aparelhos de terraplanagem, óleos combustíveis, veículos de carga, tratores e autopeças. Os produtos básicos tiveram incremento de 1,8% em função dos embarques de minério de ferro, mármores e granitos, carne de frango, bovina e suína, e fumo em folhas.
A média diária das importações em junho foi de US$ 297,3 milhões, 12,9% acima da média de junho de 2004. O crescimento foi puxado pelas compras de produtos siderúrgicos (72,1%), borracha e obras (54,5%), plásticos e obras (37,5%), farmacêuticos (37,2%), instrumentos de ótica e precisão (31,8%), equipamentos mecânicos (23,2%), equipamentos elétricos e eletrônicos (22,7%) e veículos automóveis e partes (22,6%).

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