A balança comercial do Paraná apresentou um saldo positivo de
US$ 127,968 milhões no primeiro quadrimestre deste ano. O resultado é fruto de uma queda das importações maior que das exportações. De janeiro a abril, o Estado exportou US$ 4,387 bilhões, 18,38% menos que no mesmo período do ano passado. Já as importações totalizaram US$ 4,259 bilhões, 20,63% menos.
O petróleo é o principal item da pauta de importação paranaense. Embora os números do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) mostrem um aumento de 35% na quantidade importada do produto, há uma queda de 24% em dólares. O fato se explica pela redução de mais de 60% do preço internacional da commodity desde o ano passado. No primeiro quadrimestre deste ano, o Paraná importou US$ 265,966 milhões em petróleo. No mesmo período de 2014, haviam sido US$ 353,492.
Com o cloreto de potássio, segundo produto mais importado, acontece o contrário. Embora haja uma redução de quase 3% na quantidade comprada, existe um aumento de 7% em dólares. De janeiro a abril deste ano, entraram no Estado US$ 122,210 milhões do produto contra US$ 113,460 no mesmo período do ano passado.
Depois do cloreto de potássio, que é utilizado para fabricar defensivos agrícolas, os veículos automotores são os produtos mais importados. O MDIC os separa em até 1.500 cilindradas, acima de 1.500 cilindradas e em "outros veículos com motor a diesel". Somados os três, a queda nas importações foi de 30%, de US$ 380,091 milhões para US$ 265,041 milhões.

Exportações
As exportações no Paraná caíram 18,38%, de US$ 5,375 para US$ 4,387. A soja, principal item da pauta, apresentou uma queda de 45,7%, de US$ 3,335 milhões para US$ 2,267 milhões. E, em quantidade, a redução foi de 32%, de 3,335 milhões de toneladas para 2,267 toneladas.
A economista da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Tânia Moreira, ressalta que há uma queda do preço do grão desde o ano passado, o que justifica parte da redução da receita com a exportação. E que também houve um atraso na colheita deste ano, o que explica a queda na quantidade de soja vendida até agora para o exterior. "Não acredito que vamos exportar menos neste ano. A comercialização está se acelerando e até dezembro essa diferença vai ser tirada", afirma.
A economista diz que a projeção é de aumento de 6% na quantidade do grão exportada pelo País em 2015, segundo a consultoria Safras e Mercados. Além de atraso na colheita, ela acredita que muitos produtores estão esperando melhora no preço do grão ou mesmo uma maior valorização cambial. "Com a piora da economia brasileira e a melhora da economia americana, muita gente aposta em mais aumento do dólar", declara.
Mas ela mesma ressalva que a apreciação cambial é uma faca de dois gumes para o produtor. "Ele ganha na hora de vender, mas perde na hora de comprar os insumos", argumenta. O aumento do preço de cloreto de potássio, devido ao câmbio, é um exemplo.
Já o economista da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Roberto Zurcher, destaca que o câmbio apreciado tem favorecido alguns segmentos, como as indústrias de carne e de açúcar. Segundo item da pauta de exportação paranaense, as exportações de pedaços e miudezas de frango congelados aumentaram 15,8%, de US$ 362 milhões para US$ 419,394 milhões. E a de açúcar cresceu 29%, de US$ 126,179 milhões para US$ 162,886 milhões. "Os setores que têm maior participação de insumos feitos no Brasil, que não precisam importar, estão começando a ter vantagem com o câmbio valorizado", conta.
As exportações de automóveis foram as que mais sofreram retração. Do primeiro quadrimestre do ano passado para o mesmo período de 2015, a queda é de 60%.

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