Brasília O crescimento da economia, o dólar em queda e a proximidade do Natal período em que a demanda por produtos importados é maior colaboraram para que o superávit da balança comercial registrasse em novembro o menor valor desde abril. No mês passado, o superávit (saldo positivo entre as exportações e as importações) foi de US$ 2,077 bilhões, valor US$ 1 bilhão ou 33,26% menor que o registrado no mês anterior.
O superávit caiu porque a economia brasileira voltou a crescer, o que impulsiona as importações. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já no terceiro trimestre o crescimento das importações havia superado o das exportações.
Além disso, a queda de quase 5% da cotação do dólar em novembro, para o patamar de R$ 2,72, já começa a tirar a competitividade de alguns produtos brasileiros no exterior. A média diária de exportações valor vendido por dia útil foi de US$ 408 milhões em novembro. Em relação a outubro, houve uma queda de 7,7%. Por último, também contribuiu para a redução do superávit o Natal, que eleva o consumo de produtos importados. A média diária de importações atingiu US$ 304,1 milhões, o que representa crescimento de 4,2% em relação a outubro.
Ano Já no acumulado dos 11 primeiros meses do ano, o saldo da balança está positivo em US$ 30,196 bilhões, diferença entre as exportações de US$ 87,280 bilhões e as importações de US$ 57,084 bilhões. Neste ano, as vendas para o exterior apresentam crescimento de 31,6%. Já as compras de outros países cresceram em um ritmo um pouco menor, de 28,9%. No ano passado inteiro, o superávit foi de US$ 24,831 bilhões.
Na semana passada, o Banco Central elevou a previsão para o saldo positivo da balança comercial brasileira. Para este ano, é previsto um superávit de US$ 32,5 bilhões e, em 2005, a expectativa é que o saldo fique superavitário em US$ 25 bilhões. As exportações devem atingir a marca histórica de US$ 95,3 bilhões em 2004 e chegar aos US$ 100 bilhões em 2005. Nos últimos 12 meses, o Brasil exportou US$ 94,028 bilhões.

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