A balança comercial voltou a apresentar déficit semanal em julho. As exportações superaram as importações nas duas primeiras semanas de julho, mas, na terceira semana, o déficit foi de US$ 109 milhões. No mês, o superávit está acumulado em US$ 81 milhões. Na semana passada, as importações somaram US$ 1,220 bilhão e as exportações totalizaram US$ 1,111 bilhão.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, houve uma queda de 10% na média diária de exportações entre as duas primeiras semanas do mês e a terceira. E a importação aumentou 7,1%. O governo prevê um superávit comercial de US$ 2,8 bilhões para este ano. Até a semana passada, o superávit acumulado era de US$ 900 milhões. Para alcançar a estimativa do ano, o País teria de manter um superávit médio mensal de US$ 380 milhões (sem contar o resultado desta semana) a partir de agosto.
Os superávits mensais obtidos até agora, porém, não são animadores para o governo. O maior superávit mensal deste ano foi em maio, de US$ 361 milhões. No ano passado, entre agosto e novembro a balança foi deficitária em todos os meses. O segundo semestre, segundo o governo, é sempre mais fraco para o comércio mundial como um todo.
A queda das exportações vem ocorrendo para os produtos semimanufaturados (alumínio em bruto, óleo de soja e celulose) e básicos (soja em grão, farelo de soja e minério de ferro). Pelo lado das importações, os produtos que mais pesaram foram combustíveis, lubrificantes, eletroeletrônicos, equipamentos mecânicos, veículos e produtos farmacêuticos. Em relação ao ano passado, a média diária de exportações de julho está 27,6% superior a de julho de 99.

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