Balança revela desaceleração econômica
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segunda-feira, 01 de outubro de 2001
Agência Estado<br> De Brasília 
A balança comercial de setembro indicou, pela primeira vez no ano, queda nas importações de máquinas e equipamentos pelas empresas brasileiras, que compraram 10,3% menos em relação ao mesmo mês de 2000. Os dados também revelaram o quarto recuo mensal nas exportações de manufaturas - desta vez, de 11,6%.
Esses dois fatores evidenciam o impacto da desaceleração da atividade econômica no País, da desvalorização do real e da recessão mundial nas contas do comércio exterior. Trata-se de um cenário que tende a se estender também por 2002.
Influenciado por esses contratempos, a balança do mês passado fechou com superávit de US$ 594 milhões e, no ano, o saldo positivo acumula US$ 1,253 bilhão. O saldo de setembro combinou um crescimento de apenas 0,7% no total de exportações a uma queda de 17,6% no de importações, em comparação com os dados de igual mês de 2000, conforme os dados divulgados ontem pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Afetadas pela redução da demanda nos seus principais mercados, as vendas de produtos brasileiros somaram US$ 4,755 bilhões. O resultado, entretanto, não foi menos expressivo por causa do desempenho dos embarques de produtos básicos, que aumentaram 38,4%. Esses embarques somaram US$ 1,383 bilhão.
O desempenho das importações, que totalizaram US$ 4,161 bilhões no mês, refletiu a redução da atividade econômica no País e a desvalorização do real, que torna os produtos estrangeiros mais caros, conforme explicou Lytha Spíndola, secretária de Comércio Exterior. Em setembro, entretanto, houve queda em todos os grupos de produtos importados em setembro, até mesmo no de bens de capital - um indicador do grau de investimento no setor produtivo do País.
De janeiro a agosto, as importações de bens de capital ainda não se viam ameaçadas e havia aumento de 19,0%, em relação a igual período de 2000. Em setembro, essas compras somaram US$ 1,087 bilhão. A queda de 10,3% foi provocada principalmente pela redução de aquisições de veículos pesados, como caminhões e tratores, que recuaram 49,0%, e de partes e peças para a indústria. ''Felizmente, os bens de capital tiveram o menor porcentual de queda, entre os produtos importados em setembro, e o item maquinaria industrial continua com aumento (de 10,0%)'', suavisou Lytha.


