As exportações de produtos manufaturados e semimanufaturados apresentaram forte expansão na quarta semana de maio e asseguraram um superávit semanal de US$ 196 milhões para a balança comercial. Esse superávit garantiu uma virada do saldo comercial em maio, que estava deficitário em US$ 66 milhões e agora é superavitário em US$ 130 milhões.
As exportações totalizaram US$ 1,383 bilhão na quarta semana e as importações chegaram a US$ 1,187 bilhão. Segundo informações divulgadas ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a média diária das exportações saltou de US$ 222,6 milhões, na terceira semana de maio, para US$ 276,6 milhões, na quarta semana, com crescimento de 14,5% em relação à média acumulada até a terceira semana, de US$ 241,6 milhões.
O Ministério do Desenvolvimento atribuiu o crescimento das exportações na quarta semana à ampliação nas vendas externas de produtos manufaturados e semimanufaturados. As exportações de produtos manufaturados apresentaram crescimento de 17,2% em relação à média diária acumulada até as três primeiras semanas, refletindo crescimento nas vendas de aviões, automóveis, suco de laranja, gasolina, bombas e compressores, laminados planos de ferro/aço e açúcar refinado.
Já as exportações de semimanufaturados cresceram 42,7%, impulsionadas pelas vendas de alumínio em bruto, celulose, couros e peles e madeira serrada.
Até a quarta semana, as exportações acumulam, pela média diária, crescimento de 9,2% em relação a maio do ano passado. A expansão de 28,5% nas vendas externas de produtos básicos foi até agora a principal responsável pelo aumento das exportações em maio. As maiores vendas ao exterior de produtos básicos foram grãos e farelo de soja, carne de frango, fumo em folhas, petróleo em bruto, milho em grão e carne bovina.
As exportações de manufaturados cresceram, até a quarta semana, 13,4%, em relação a maio do ano passado, com expansão nas vendas de automóveis, calçados, aparelhos transmissores e receptores, autopeças, motores para veículos, óleos combustíveis, suco de laranja, gasolina, motores e geradores e açúcar refinado.
Enquanto as exportações tiveram forte expansão na quarta semana, as importações apresentaram queda de 3,8% em relação à média diária acumulada até a terceira semana.

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