Brasília - A conta de transações correntes do país teve um saldo positivo de US$ 911 milhões em outubro, contra US$ 2,38 bilhões em setembro -resultado recorde. Essa conta representa as principais transações do país com o exterior na área comercial e na contratação de serviços e transferências de renda.
O superávit da balança comercial em outubro, de US$ 3,686 bilhões, foi o item que mais colaborou para esse resultado. Já a conta de serviços e renda teve um saldo negativo de US$ 3,081 bilhões no mês passado e as despesas unilaterais, um superávit de US$ 306 milhões. No ano, o superávit de transações correntes acumulado é de US$ 11,974 bilhões. Esse resultado já supera o registrado em todo o ano passado, que foi de US$ 11,738 bilhões.
Já o balanço de pagamentos, que reflete as movimentações de recursos feitas com o exterior, encerrou outubro com um saldo positivo de US$ 3,513 bilhões. No acumulado dos dez primeiros meses do ano, o superávit é de US$ 10,636 bilhões. O balanço inclui o resultado das transações correntes mais a conta capital e financeira (que representam as operações financeiras do país com o exterior) e o ingresso de investimentos estrangeiros.
Os investimentos estrangeiros no País somaram US$ 825 milhões no mês passado, contra US$ 43 milhões em setembro. No ano acumulado do ano, os investimentos somam US$ 12,612 bilhões. Esses investimentos são importantes para sustentar a retomada do crescimento econômico. Eles ajudam a ampliar a capacidade das empresas de ofertarem bens e serviços. Com maior capacidade de produção, cai o risco de a inflação sair do controle.
Reserva - O Banco Central já comprou do mercado US$ 13,6 bilhões no ano até outubro. Só no mês passado as compras somaram US$ 3,373 bilhões. Esse dinheiro é destinado para a recomposição das reservas cambiais, que fecharam o mês passado em US$ 47,919 bilhões. O aumento das reservas é importante porque serve como garantia a investidores estrangeiros.
Em novembro, até o dia 22 de novembro, as reservas estavam em US$ 50,113 bilhões, um aumento de US$ 2,194 bilhões em relação ao fechamento de outubro. Essa variação já leva em conta os US$ 500 milhões da última captação externa feita pelo país, no dia 9 de novembro.
O BC comprou dólares porque havia uma sobra de recursos no mercado - causada principalmente pelos ingressos por conta das exportações. Essa sobra, até outubro, somava US$ 15,7 bilhões. Os dólares que não foram adquiridos pelo BC passaram pelos bancos, que foram responsáveis pela movimentação de US$ 2,1 bilhões.

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