Outro fator que prejudica as vendas da indústria nacional é o volume de lácteos importados. O veterinário do Deral, Fábio Mezzadri, esclarece que os produtores da Argentina e do Uruguai recebem subsídio e, com isso, o leite chega ao Brasil a preços mais competitivos do que o produto nacional. Em 2011, o Brasil importou 166.987 toneladas de produtos lácteos e somente nos primeiros três meses deste ano, o volume ja chega a 53.629 toneladas.
Levantamento do Deral mostra que do total de lácteos importados pelo Brasil em 2011, 80% do volume é proveniente da Argentina. A participação do Uruguai também é significativa e representa 34,7% do volume importado. De janeiro a março de 2012, o volume importado do Uruguai aumentou de 130% em comparação ao mesmo período do ano passado.
No Paraná, a Argentina foi responsável por 77% do volume importado. Comparando-se o primeiro trimestre de 2011 ao primeiro trimestre de 2012, houve acréscimo de 41% no volume das importações argentinas. No caso do Uruguai, o percentual de lácteos enviados ao Paraná em relação ao total importado, foi de 11,12% em 2011. Ao se comparar os primeiros trimestres dos anos 2011 e 2012, o crescimento no volume de lácteos importados do Uruguai foi de 177%.
Na avaliação de Mezzadri, a entrada destes produtos no Paraná prejudica o produtor local, pois aumenta a oferta interna. ''No caso dos lácteos provenientes do Uruguai e Argentina, aspectos como logística, custos mais baixos de produção destes países e outros incentivos, tornam possível a aquisição a baixos custos pelos importadores nacionais'', analisa. (M.F.)

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