Londrina terminou o ano com uma balança comercial mais sólida do que a estadual e a nacional. Com US$ 831,716 milhões em exportações e US$ 464,614 milhões em importações em 2015, o saldo ficou em US$ 383,760 milhões, o terceiro maior da história londrinense, atrás dos US$ 502,302 milhões de 2011 e dos US$ 386,207 milhões de 2012, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Contudo, diferentemente do que ocorreu no Paraná e no País, não houve retração exagerada nas compras. Os US$ 464,614 milhões em importados de 2015 foram 0,2% menores do que os US$ 465,788 milhões de 2014, que representam as duas marcas históricas da cidade.
Nos casos do Paraná e do Brasil, os saldos ficaram positivos, mas com quedas nas exportações de 8,7% e de 15,0%, respectivamente. As importações recuaram ainda mais, com 28,0% no Estado e 25,1% no País. No fim, a sobra paranaense passou de negativa em US$ 963,692 milhões em 2014 para positiva em US$ 2,460 bilhões, enquanto a nacional foi de deficit de US$ 4,053 bilhões para superavit de US$ 19,685 bilhões.
Para 2016, o professor de economia rural Eugenio Stefanelo, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), cita que outros produtos devem contribuir, como café e milho. "A cotação do açúcar também deve melhorar, porque os estoques mundiais diminuíram."
Vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Ary Sudan completa que o momento é do empresário nacional formar clientes no exterior. "Não basta querer vender apenas quando a cotação do dólar vale a pena, mas manter a clientela lá fora, mesmo que empatando o investimento, para facilitar o direcionamento da produção nas horas boas", diz, ants de acrescentar que as exportações "amenizam as perdas, mas não substituem o consumo interno". (F.G.)

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