A balança comercial voltou a ficar negativa em fevereiro, com déficit de US$ 150 milhões na terceira semana do mês, segundo dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Com esse resultado, o déficit acumulado no mês chegou a US$ 133 milhões, enquanto o saldo negativo acumulado no ano é de US$ 612 milhões. Durante todo o ano passado, o déficit foi de US$ 691 milhões.
Na terceira semana de fevereiro, as exportações totalizaram US$ 1,101 bilhão, com média diária de US$ 220,2 milhões. Já as importações no mesmo período foram de US$ 1,251 bilhão, com média diária de US$ 250,2 milhões.
As importações continuam como a principal fonte de pressão sobre a balança comercial. A média diária, de US$ 250,2 milhões, apresentou crescimento de 21,5% em relação à media acumulada nas duas primeiras semanas do mês, de US$ 205,9 milhões.
A média diária de importações no mês de fevereiro, de US$ 224,3 milhões, é 16,4% superior à média de fevereiro do ano passado, de US$ 192,7 milhões. Sobre a média de janeiro deste ano, de US$ 228 milhões, as importações acumuladas nas três primeiras semanas de fevereiro tiveram uma queda de 1,6%. Na terceira semana de fevereiro, as compras de combustíveis e lubrificantes foram de US$ 30,7 milhões, ante US$ 15 milhões na segunda semana e US$ 29,5 milhões na primeira semana.
As importações nas três primeiras semanas de fevereiro, em relação a fevereiro do ano passado, aumentaram os gastos com automóveis e partes (75,3%), produtos siderúrgicos (65,4%), eletroeletrônicos (51%), filamentos e fibras sintéticos e artificiais (37,5%), instrumentos de ótica, medida e precisão (32,4%), farmacêuticos (22,5%) e papel (19,7%).
O Ministério do Desenvolvimento já pediu à Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) um detalhamento de informações, para saber por que as compras externas do setor aumentaram tanto. As exportações estão crescendo, mas não num ritmo suficiente para compensar o aumento das importações.

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