Nas primeiras duas semanas de julho, a balança comercial brasileira foi superavitária: a diferença entre as vendas ao exterior (US$ 1,665 bilhão) e as compras (US$ 1,512 bilhão), realizadas em oito dias úteis, rendeu um saldo positivo de US$ 153 milhões. A média diária das exportações ficou em US$ 208,1 milhões e a das importações em US$ 189 milhões. Esses resultados, divulgados ontem pelo Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo (Mict), reduzem o déficit acumulado do ano dos US$ 2,047 bilhões, registrados de janeiro até o final de maio passado, para US$ 1,882 bilhão. Até o último dia 12, as importações totalizam US$ 29,515 bilhões e as exportações US$ 27,633 bilhões.
Mas as cifras de junho (mês que registrou um superávit de US$ 12 milhões, o primeiro em 25 meses) e de julho ainda poderão ser revistas pela Receita Federal, na hora de verificar que operações de importação, registradas pelos computadores, foram realmente concretizadas.
Apesar de atribuirem a melhoria do desempenho brasileiro no mercado internacional ao crescimento das exportações de manufaturados, técnicos do MICT e empresários ainda acham que as importações deverão crescer no segundo semestre. Mesmo que o volume de importados não aumente, como alguns esperam, e o preço do petróleo permaneça baixo, a Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex) verificou que existe uma tendência de encarecimento dos produtos comprados pelo Brasil no mercado internacional. O que significa que será preciso exportar muito mais para equilibrar a balança comercial rapidamente.Arquivo FolhaComércio exterior rendeu US$ 153 milhões ao País até o dia 10Agência Estado

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