As exportações bateram recorde histórico para os meses de abril ao atingir a cifra de US$ 4,730 bilhões, conforme informou ontem a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Embora avancem em compasso mais lento que as importações, esses embarques garantiram um superávit de US$ 120 milhões no mês. Outros dois fatores colaboraram com o saldo positivo – a desvalorização do real no comércio e uma queda surpreendente nas importações de petróleo.
Em abril, as exportações aumentaram 13,1% em relação a igual período do ano passado, impulsionadas pelo crescimento das vendas de manufaturas (14%) e de produtos básicos (12,8%). Reforçadas pela demanda aquecida por bens de capital, bens de consumo duráveis e por insumos industriais, as importações cresceram 15,4% na mesma comparação, e somaram US$ 4,610 bilhões. Com o superávit do mês passado, o saldo negativo acumulado no ano recuou para US$ 558 milhões.
‘‘Batemos cinco recordes neste mês’’, constatou a secretária de Comércio Exterior, Lytha Spíndola. ‘‘Sem dúvidas, a alta do dólar colaborou para o saldo. Mas é difícil isolar os efeitos do câmbio para quantificar seu impacto’’, completou, referindo-se aos possíveis ganhos de competitividade das vendas externas e ao encarecimento das compras de produtos estrangeiros.
Na comparação com o mês de abril de anos anteriores, foram verificados recordes na média diária de exportações (de US$ 236,5 milhões) e nos embarques de manufaturas (de US$ 2,756 bilhões). Os outros dois, relativos ao período de janeiro a abril, se deram tanto no valor de vendas externas, que alcançaram US$ 18,518 bilhões e apontaram crescimento de 14,1%, como no total de importações, que chegou a US$ 19,076 bilhões, o que equivale a um aumento mais expressivo, de 18,8%.
Abril também apresentou alguns contratempos no comércio exterior. Um deles foi a expansão de apenas 6,7% nos embarques da soja em grãos, que somaram US$ 304 milhões. A razão está na queda de 11% nos seus preços internacionais, na comparação com abril de 2000. Ontem Lytha admitiu que boa parte dos produtores, principalmente do Centro-Oeste, retém o produto, à espera de melhores cotações.

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