São Paulo
O comportamento da balança comercial nos primeiros 15 dias úteis de dezembro está apontando para um déficit de US$ 550 milhões. As exportações no período somaram cerca de US$ 3,20 bilhões e as importações algo em torno de US$ 3,75 bilhões. O movimento da sexta-feira e do final de semana registrou US$ 379 milhões de exportações e US$ 305 milhões de importações. Os números oficiais sobre o desempenho da balança comercial na terceira semana deste mês serão divulgados hoje pelo Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo (MICT).
A definição do saldo do mês de dezembro está na dependência de apenas seis dias úteis. Os especialistas do governo em comércio exterior acreditam que dificilmente o déficit mensal alcançará o US$ 1,2 bilhão previsto inicialmente pelo mercado. Esta expectativa fez reverter, também, as projeções para o déficit comercial deste ano, que deverá mesmo ser inferior a US$ 9 bilhões.
Os dados divulgados na semana passada pelo ministro da Fazenda, Pedro Malan, indicavam um déficit na balança comercial, no período de janeiro a novembro, de US$ 7,7 bilhões. ‘‘Com os resultados dos 15 dias deste mês, dificilmente teremos um déficit acima de US$ 9 bilhões’’, sustentou uma fonte do governo.
O movimento mais lento no comércio exterior neste final de ano está sendo explicado pelos técnicos como resultado das medidas adotadas pelo governo. Segundo eles, não existe pressão das ‘‘compras de Natal’’ e as importações de bens de capital, que tradicionalmente também pressionam a balança comercial em dezembro, foram diluídas ao longo do segundo semestre.
‘‘As compras de produtos natalinos já ingressaram. Não temos pressão por a풒, comentou um técnico. No caso das importações de bens de capital, a alteração no perfil do ingresso destas mercadorias no País é resultante da decisão do governo, em julho passado, de suspender as compras do setor com redução tarifária, os chamados ex-tarifários. Na análise técnica, esta medida eliminou o tradicional impacto da concentração das compras ao final de cada ano. ‘‘Quando o governo definiu a regra, o movimento foi diluído’’, comentou um técnico.

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