Balança de agosto registrou superávit de US$ 625 milhões
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segunda-feira, 03 de setembro de 2001
Agência Folha 
A balança comercial brasileira fechou o mês de agosto com um superávit de US$ 625 milhões, o maior registrado desde outubro de 1994. As exportações somaram US$ 5,727 bilhões recorde histórico e as importações, US$ 5,102 bilhões. Com o resultado de agosto, a balança acumula no ano um superávit de US$ 659 milhões. As exportações no ano somam US$ 39,619 bilhões e as importações, US$ 38,960 bilhões. No mesmo período do ano passado, o superávit foi de US$ 995 milhões.
A devolução de três aeronaves, no valor de US$ 214 milhões, ajudou o governo a registrar o superávit de US$ 625 milhões em agosto. A média diária das exportações somou US$ 249 milhões em agosto, o que representa a segunda maior já registrada até ontem. Em relação a julho deste ano, foi registrado crescimento de 10,3%. Em relação a agosto do ano passado, foi verificado aumento de 3,8%.
O aumento das exportações ocorreu em todas as três categorias de produtos. As importações registraram média diária de US$ 221,8 milhões em agosto, um aumento de 0,5% em relação a julho deste ano e uma queda de 5,9% em relação a agosto do ano passado. Os destaques das importações de agosto foram as compras de bens de capital, com crescimento de 6,4% em relação a julho, e de combustíveis lubrificantes, com acréscimo de 3,5%. Houve queda nas importações de bens de consumo (7,3%) e de matérias-primas e intermediários (1%).
Bancos Os números positivos da balança comercial registrados em agosto começam a influenciar as projeções do mercado financeiro. Segundo pesquisa diária realizada pelo Banco Central divulgada ontem, com dados da última sexta-feira, os bancos reduziram suas estimativas de déficit da balança comercial de US$ 1 bilhão para US$ 800 milhões em 2001.
Para 2002, as projeções de superávit (saldo positivo nas trocas comerciais) subiram de US$ 900 milhões para US$ 1 bilhão.
As expectativas do desempenho da economia continuam pessimistas, porém praticamente estáveis. De um crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 1,85% para 2001, as previsões baixaram para 1,80%. Para 2002, a média das projeções de crescimento para o PIB recuou de 2,9% para 2,86%.
Os bancos esperam também que o saldo em conta corrente (diferença entre todas as transações do Brasil com o mundo) continue deficitário. De US$ 27 bilhões previstos anteriormente, cairia para US$ 26,9 bilhões.
As instituições financeiras avaliam agora que a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ficará em 6,43%, ante 6,32% projetados no último levantamento do BC.


