Brasília - A balança comercial brasileira fechou o semestre com uma queda de 44,74% ante o acumulado de janeiro a junho de 2007. O superávit até junho foi de US$ 11,370 bilhões enquanto que no ano passado o saldo da balança comercial atingiu US$ 20,579 bilhões. Os números foram divulgados hoje (1) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
O expressivo aumento das importações agiu diretamente na consolidação do resultado semestral. Apesar do mês de junho ter registrado um superávit de US$ 2,719 bilhões, as importações bateram recorde histórico, ao somarem US$ 15,875 bilhões, superando o recorde anterior, em maio, que foi de R$ 15,228 bilhões. As exportações em junho somaram US$ 18,594 bilhões (média diária de US$ 885,4 milhões) enquanto as importações atingiram média diária de 756 milhões.
No período de 12 meses até junho, o superávit é de US$ 30,818 bilhões, 35,1% menor em relação ao saldo anterior, que foi de US$ 47,502 bilhões. Importações em alta - Em relação a junho do ano passado, a média das exportações cresceu 35%, enquanto a média das importações aumentou 62,6%. Já em relação a maio, a média das exportações caiu 8,3% e a das importações também registrou redução, embora menos acentuada, da ordem de 0,7%.
Em entrevista coletiva, o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, disse que anunciará nos próximos dias uma nova meta de exportações para 2008, acima dos US$ 180 bilhões já projetados. Ele destacou que o crescimento das exportações em 12 meses até junho foi de 18,7%, acima da taxa média de expansão das exportações mundiais para 2008, que é de 15,3%. Lembrou ainda que o governo tem como meta atingir uma participação nas vendas externas de 1,25% do total do comércio mundial.
O secretário enfatizou que houve um crescimento de 24,8% das exportações no primeiro semestre de 2008, ante o primeiro semestre de 2007, o que significa a maior expansão para o período desde 2004, quando a alta foi de 31,3% em relação ao primeiro semestre de 2003. Do lado das importações, a expansão registrada no primeiro semestre deste ano é a maior desde 1995, quando havia uma paridade entre o real e o dólar. Em 1995, o crescimento das importações foi de 92%.

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