A balança comercial apresentou saldo negativo de US$ 187 milhões na terceira semana de outubro, elevando para US$ 437 milhões o déficit comercial do País no mês. Esse já é o pior resultado do ano da balança comercial.
Com o déficit da terceira semana, o superávit acumulado da balança comercial no ano caiu para apenas US$ 280 milhões, depois de ter chegado a US$ 1,037 bilhão no final de agosto. Foi uma perda de US$ 757 milhões em apenas um mês e três semanas: US$ 320 milhões em setembro e US$ 437 milhões nas três primeiras semanas de outubro.
De acordo com dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as exportações na terceira semana chegaram a US$ 1,082 bilhão, enquanto as importações foram de US$ 1,269 bilhão.
Mais uma vez o crescimento das importações prejudicou o desempenho da balança comercial. A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento atribuiu o crescimento na terceira semana do mês ao aumento das compras externas de eletroeletrônicos, químicos, adubos e fertilizantes, automóveis, autopeças e produtos farmecêuticos. A média diária das importações na terceira semana de outubro, de US$ 253,8 milhões, cresceu 7,1% em comparação à média acumulada nas duas primeiras semanas do mês, de US$ 237 milhões.
Segundo dados da Secex, a média diária das importações acumulada nas três primeiras semanas de outubro aumentou 9% em relação à média registrada em outubro do ano passado. Esse aumento foi devido principalmente ao crescimento das compras de combustíveis, adubos, fertilizantes, siderúrgicos, cereais, eletroeletrônicos, automóveis e autopeças.
As importações de combustíveis e lubrificantes cresceram 29,7% nas três semanas de outubro em relação a outubro de 99 e continuam pressionando a balança comercial. A média diária subiu na terceira semana para US$ 35,9 milhões, ante US$ 28,6 milhões na segunda semana, mas ficou abaixo dos US$ 46,9 milhões da primeira semana de outubro.
Até o final do ano, a tendência é de resultados ainda mais negativos, com o aumento das importações devido à proximidade das festas de fim de ano e a continuada alta dos preços internacionais do barril do petróleo.
Apesar de continuarem crescendo, as exportações não conseguem acompanhar o ritmo das importações. Na terceira semana de outubro, a média diária das exportações, de US$ 216,4 milhões, cresceu 3,4% comparativamente à média da primeira semana do mês, de US$ 209,2 milhões.
O aumento das exportações na semana passada foi influenciado, segundo Secex, pelo crescimento das vendas de produtos semimanufaturados, principalmente aço e celulose. As exportações de manufaturados permaneceram estáveis no período e as vendas de produtos básicos caíram 3,1%.

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