Balança comercial tem o pior resultado do ano
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sábado, 02 de dezembro de 2000
Agência Estado De Brasília 
O resultado da balança comercial no mês de novembro foi o pior do ano. O saldo ficou negativo em US$ 630 milhões. O Brasil já acumula déficit de US$ 474 milhões no ano, mais do que o dobro da previsão feita pela Secretaria de Comércio Exterior há cerca de um mês, segundo a qual o déficit do ano seria de cerca de US$ 200 milhões.
O secretário-adjunto de Comércio Exterior, Ivan Ramalho, disse que o governo não vai arriscar nenhuma previsão para o resultado da balança em dezembro. Não sabemos o que vai acontecer com o preço do petróleo, disse. No ano passado, houve uma reação no desempenho da balança comercial em dezembro, que registrou superávit de US$ 249 milhões, mas não havia pico no preço do petróleo. Em novembro, as importações cresceram 10 7% com relação as mesmo período do ano passado.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, quase 90% do incremento nas importações foi consequência do aumento das compras de matérias-primas e insumos por causa do crescimento das exportações de produtos manufaturados e do aumento dos gastos com compra de petróleo.
Até novembro, o governo já desembolsou cerca de US$ 2 bilhões a mais do que no ano passado para comprar derivados de petróleo. Em 1999, os gastos com petróleo foram de US$ 3,2 bilhões. Até agora, a balança petróleo já acumula déficit de US$ 5,3 bilhões. Os gastos com importação de bens duráveis, principalmente automóveis e eletrodomésticos, continuam surpreendendo o governo. Em relação a novembro do ano passado, as compras desses produtos aumentaram 22,3%.
Nos meses de setembro e outubro, o governo já havia identificado esse aumento. As importações de bens de consumo não duráveis, porém, caíram em 9,5%, confirmando a previsão do governo de queda nas compras desse itens, cujas importações se concentram em outubro, por causa das festas de fim de ano.
O governo comemorou o desempenho das exportações de produtos básicos, cujos preços no mercado internacional ainda não se recuperaram com relação aos níveis de preço de 1998. Houve aumento de 16,4% nas vendas de básicos, em comparação com novembro do ano passado.


