Balança comercial tem desempenho menor
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segunda-feira, 10 de maio de 2004
Denise Chrispim Marin<br> Agência Estado 
Brasília - A balança comercial da primeira semana de maio registrou superávit de US$ 534 milhões, mas indicou uma reversão dos movimentos de exportação e de importação verificados na última quinzena de abril. Os embarques somaram US$ 1,574 bilhão na semana, e os desembarques alcançaram US$ 1,040 bilhão. Nas contas da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), divulgadas ontem, o saldo acumulado de 1º de janeiro até a última sexta-feira foi positivo em US$ 8,660 bilhões.
Na primeira semana do mês, a média diária de exportações foi de US$ 314,8 milhões. Trata-se de uma cifra 3,7% maior do que a média registrada em maio de 2003. Porém, 4,5% menor do que a de abril deste ano, o que indica uma alteração nos fluxos de vendas externas de um mês ao outro, sobretudo de itens que não estão sujeitos a variações sazonais. Foi o caso de produtos dos setores de materiais de transportes, metalúrgicos, químicos, minérios e papel e celulose. Na comparação com o desempenho de maio de 2003, verifica-se também o recuo dos embarques de soja, em parte compensada pelos substantivos aumentos nas vendas de carnes e de equipamentos mecânicos.
A Secex não explica, na nota divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a razão de tais movimentos. Entretanto, até o final de abril, as trocas de bens do Brasil com o exterior se viram atingidas pela operação-padrão dos fiscais da Receita Federal - que ainda afetam as duas mãos do comércio - e pelas inspeções ambientais no Porto de Paranaguá - que prejudicaram os embarques de soja. A greve no Porto de Santos é outro fator que pode ser considerado.
No caso das importações, os movimentos igualmente foram peculiares. A média diária de desembarques chegou a US$ 208 milhões, o que representa um aumento de 13,3%, em relação à média de maio de 2003. Mas significa também uma queda de 10,2% na comparação com a de abril passado. O principal item importado foi combustíveis e lubrificantes, com uma média diária de US$ 41,8 milhões na semana.
A cifra, entretanto, pouco influiu na queda da média diária de importações em relação a abril. Nessa comparação, pesaram mais as retrações das compras de itens como os equipamentos mecânicos, os produtos químicos, os veículos, os instrumentos de ótica. Em relação à média de maio de 2003, os desembarques de combustíveis tiveram um peso expressivo no aumento do total importado. A média foi 70,9% maior. Mas igualmente verificou-se o peso dos equipamentos elétricos e eletrônicos, com expansão de 23,9%.


