Balança comercial registra superávit de US$ 424 milhões em janeiro de 2011
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terça-feira, 01 de fevereiro de 2011
Redação FolhaWeb com Agências 
A balança comercial brasileira registrou saldo positivo de US$ 424 milhões em janeiro de 2011. A média diária ficou em US$ 20,2 milhões. No mês passado, as exportações atingiram a marca de US$ 15,215 bilhões. Já as importações ficaram em US$ 14,791 bilhões. Os números foram divulgados, nesta terça-feira (1/2), pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Nos 21 dias úteis do período, a corrente de comércio (soma das exportações e importações) foi de US$ 30,006 bilhões, com média de US$ 1,428 bilhão por dia útil. Neste resultado, segundo a Secex, houve crescimento de 25,4% em relação à média de janeiro do ano passado (US$ 1,139 bilhão) e retração de 9,9% na comparação com dezembro último (média de US$ 1,585 bilhão).
Sobre as exportações em janeiro, com média diária de US$ 724,5 milhões, por este comparativo, ficou 28,2% superior à média de US$ 565,3 milhões do mês de janeiro de 2010 e 20,3% menor que a de dezembro passado (US$ 909,5 milhões).
Enquanto isso, as importações tiveram resultado médio diário de US$ 704,3 milhões, ou seja, 22,7% maior que a de janeiro do ano passado (US$ 574,1 milhões) e 4,2% acima do resultado médio de dezembro de 2010 (US$ 676,1 milhões)
De acordo com o balanço do comércio externo, na quarta semana de janeiro, com cinco dias úteis (24 a 30), as exportações foram de US$ 3,632 bilhões (média diária de US$ 726,4 milhões) e as importações de US$ 3,654 bilhões (média de US$ 730,8 milhões). Houve, portanto, déficit de US$ 22 milhões e média diária negativa de US$ 4,4 milhões por dia útil. A corrente de comércio na quarta semana foi de US$ 7,286 bilhões, com média de US$ 1,457 bilhão.
A quinta semana do mês, com apenas um dia útil (31), teve déficit de US$ 244 milhões, com exportações de US$ 647 milhões, importações de US$ 891 milhões e corrente de comércio de US$ 1,538 bilhão.
Dividas Públicas
O estoque da dívida pública federal atingiu, em 2010, R$ 1,694 trilhão, ficando dentro da banda estabelecida pelo governo de no mínimo R$ 1,6 trilhão e no máximo R$ 1,73 trilhão, de acordo com dados do Plano Anual de Financiamento (PAF) da Secretaria do Tesouro Nacional divulgados hoje (1º). Para 2011, os limites para a dívida pública federal foram estabelecidos entre R$ 1,8 trilhão e R$ 1,93 trilhão.
Para o Tesouro Nacional, houve uma melhora no perfil da dívida pública no ano passado, com o percentual de títulos prefixados (com taxas estabelecidas na compra do títulos) chegando a 36,6% do total. Subiu também a participação de títulos corrigidos pela inflação, cuja parcela passou para 26,6%. Somados, os dois indicam 63,2% da parcela da dívida - o melhor resultado da série, iniciada em 1990, informou o Tesouro Nacional. Isso mostra uma queda na participação de títulos indexados a moeda estrangeira e a juros, que não permitem que o governo trace um estratégia melhor para a rolagem da dívida.
O total da dívida indexada pela Selic (taxa básica de juros) chegou a 30,8%. Já a parcela corrigida pelo câmbio ficou em 5,1%. O prazo médio da dívida ficou em 3,5 anos, o mesmo de 2009. Em TR (Taxa Referencial de Juros) e outros indicadores, o percentual da dívida ficou em 0,8%.
A parcela da dívida que vence em 12 anos aumentou de 23,6%, em 2009, para 23,9%, em 2010. Esse percentual é inferior ao estabelecido no PAF de 2010, de 24%. Para 2011, a banda estabelecida ficou entre 24% e 28% e o prazo médio estipulado ficou entre 3,4 e 3,7 anos.
Juros e Novos Títulos
A emissão de novos títulos para a rolagem da dívida e os juros elevaram em 1,66% a Dívida Pública Federal, em dezembro. No último mês do ano passado, a dívida chegou a R$ 1,694 trilhão - em novembro registrava R$ 1,66 trilhão. Houve uma emissão líquida de R$ 11,04 bilhões e apropriação de juros no valor de R$ 16,65 bilhões.
A Dívida Mobiliária Federal interna (DPMFi) passou, no mesmo período de comparação, de R$ 1,574 trilhão para R$ 1,603 trilhão, um aumento de 1,84%. Já a Dívida Pública Federal externa (DPFe) teve redução de 1,46% em dezembro, na comparação com novembro, ficando em R$ 90,1 bilhões (US$ 54,07 bilhões).
O Tesouro Nacional informou ainda que, em relação à composição da dívida pública federal, houve aumento na participação da DPMFi, que ficou em 94,68%, em dezembro de 2010, ante aos 94,54% de novembro. Já a parcela da DPFe teve sua participação reduzida de 5,49% para 5,32%.
O Tesouro destacou que os títulos prefixados (com juros definidos na compra dos papéis) aumentaram sua participação na parcela da dívida federal de 36,04% para 36,6%, em dezembro, devido à emissão de R$ 13,62 bilhões. Os títulos remunerados pela Selic [taxa básica de juros] tiveram sua participação reduzida, passando de 31,27% para 30,8% em dezembro. Já a participação de títulos corrigidos por índices de preços aumentou de 26,54% para 26,64%.
Em doze meses, a composição dos vencimentos dos títulos subiu de 23,53% em novembro para 23,89% em dezembro. O volume da DPMi com mesmo prazo ampliou-se de 24,21% para 24,57% no mesmo período. Em relação à DPFe, o vencimento em 12 meses representou 11,89% ante 11,95% de novembro, sendo 62,26% do estoque em dólares.
O prazo médio da DPF reduziu-se de 3,53 anos, em novembro, para 3,51 anos, em dezembro. Na DPMi, o prazo médio diminui de 3,38 para 3,36 anos, na mesma comparação. Já o prazo médio da DPFe, diminui de 6,18 anos para 6,14 anos.


