Balança comercial registra superavit
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segunda-feira, 19 de março de 2012
Célia Froufe <br> <br> Agência Estado 
Brasília - A balança comercial brasileira registrou superavit de US$ 468 milhões na terceira semana de março, segundo informou ontem o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O resultado é fruto de exportações de US$ 4,921 bilhões e de importações no valor de US$ 4,453 bilhões. Em fevereiro, o saldo comercial havia registrado superavit de US$ 1,715 bilhão em todo o mês.
No mês de março até a última sexta-feira, o saldo comercial está positivo em US$ 728 milhões, com as exportações somando US$ 11,438 bilhões e as importações, US$ 10,710 bilhões.
No ano, o superavit chega a US$ 1,151 bilhão, resultado de embarques no valor de US$ 45,607 bilhões e de compras totalizando US$ 44,456 bilhões.
Semifaturados
Segundo o MDIC, o Brasil registrou queda na média diária das vendas de produtos semimanufaturados na terceira semana de março na comparação com a média verificada dia a dia até a segunda semana do mês. O recuo no período foi de 29,8%, passando de US$ 124,1 milhões para US$ 87,1 milhões. Apesar disso, a média diária das exportações totais de 12 a 16 de março ficou em US$ 984,2 milhões, 5,7% maior do que a média de US$ 931 milhões vista na segunda semana do mês.
De acordo com o ministério, o resultado menor da venda de semimanufaturados foi fortemente influenciado pela redução das vendas de celulose, ferro-ligas, ferro fundido, óleo de soja em bruto e açúcar em bruto.
As exportações de produtos básicos subiram 12,1% no período, passando de US$ 441,1 milhões para US$ 503,1 milhões. Os destaques apresentados pelo MDIC na terceira semana do mês foram petróleo, soja em grão, café em grão e farelo de soja.
No caso de produtos manufaturados, houve incremento de 8,6% nessa média diária, que subiu de US$ 343,4 milhões para US$ 372,8 milhões. Os principais responsáveis pelo aumento foram óleos combustíveis, automóveis e veículos de carga.
Importações
A média diária das importações brasileiras registrou um recuo de 0,4% do acumulado na primeira e segunda semanas de março, quando ficou em US$ 893,9 milhões, para US$ 890,6 milhões, visto na terceira semana do mês. O recuo foi explicado pelo MDIC pela diminuição com gastos de combustíveis e lubrificantes, equipamentos mecânicos, químicos orgânicos/inorgânicos, plásticos e obras e adubos e fertilizantes.


