Brasília - As exportações brasileiras ultrapassaram na primeira semana de novembro a marca de US$ 80 bilhões no ano, chegando a US$ 80,708 bilhões. Os números já são recordes históricos desde outubro, quando ultrapassaram a marca de US$ 73 bilhões obtida em 2003. No início do mês, porém, o ritmo das exportações e importações brasileiras caiu, em relação aos últimos meses, conforme mostram os dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
A balança comercial registrou, na primeira semana de novembro, superávit de US$ 683 milhões, resultado de exportações no valor de US$ 1,587 bilhão e importações de US$ 904 milhões. No ano, com as importações em US$ 51,904 bilhões, o saldo continua positivo e crescente, chegando a US$ 28,804 bilhões - a meta do governo é alcançar um superávit de US$ 32 bilhões em dezembro.
Desde junho, a média diária das exportações vinha se mantendo acima dos US$ 400 milhões. Na primeira semana de novembro, a média diária das vendas externas foi de US$ 396,8 milhões. Ainda assim, o resultado é 32,7% maior do que novembro de 2003, que foi de US$ 299 milhões. O arrefecimento das exportações é aguardado pelo governo nos últimos dois meses do ano, tradicionalmente mais fracos do que os demais meses do segundo semestre.
No entanto, o Ministério do Desenvolvimento estima um resultado muito melhor do que em novembro e dezembro do ano passado para atingir a meta de US$ 94 bilhões em exportações este ano. Faltam cerca de US$ 14 bilhões para atingir esse objetivo, ou seja, praticamente US$ 7 bilhões por mês. Desde maio, as exportações estão na casa dos US$ 8 bilhões ou mais. Em novembro de 2003, as exportações fecharam em US$ 5,980 bilhões.
Compras - Já a média diária das importações, na primeira semana de novembro, foi de US$ 226 milhões, 22,5% inferior à de outubro de 2004 (US$ 291,8 milhões) mas 6% acima da média de novembro de 2003 (US$ 213,2 milhões).
Segundo o MDIC, no comparativo com novembro de 2003, ampliaram-se os gastos, principalmente, com partes e peças de aeronaves (154,3%), borracha e obras (48,9%), produtos siderúrgicos (47,2%), veículos automóveis e partes (34,6%), plásticos e obras (33%) e equipamentos elétrico-eletrônicos (20,4%).
Do lado das exportações, houve aumento das vendas nas três categorias de produtos. As exportações de semimanufaturados cresceram 71,3% por conta do aumento dos embarques de semimanufaturados de ferro e aço, ferro-ligas, óleo de soja em bruto, madeira serrada, couros e peles, ferro fundido, alumínio em bruto e celulose. Aumentaram as vendas de básicos em 34,8%, principalmente em função das exportações de fumo em folhas, soja em grão, algodão, carne bovina, minério de ferro, café e petróleo. Os manufaturados cresceram 22,9% em razão do aumento das vendas de óleos combustíveis, bombas e compressores, autopeças, móveis, veículos de carga, tratores, laminados planos, automóveis e calçados.

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