Balança comercial do Paraná tem saldo de US$ 2 bilhões
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quinta-feira, 14 de agosto de 2003
Maria Duarte<br> Equipe da Folha 
Curitiba De janeiro a julho, o Estado registrou desempenho positivo nas transações comerciais, de US$ 2 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 6 bilhões. As exportações do Paraná chegaram a US$ 3,918 bilhões nos primeiros sete meses do ano. Já as importações ficaram em US$ 1,915 bilhão.
O resultado das vendas externas do Paraná foi superior ao do mesmo período do ano passado, quando o total chegou a US$ 539 milhões. Os números, divulgados na tarde de ontem pelo Palácio Iguaçu, foram apresentados pelo secretário de Comércio Exterior, Ivan Ramalho, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, durante o 60º Encontro de Comércio Exterior (Encomex), evento de negócios internacionais realizado em Londrina.
O saldo da balança comercial de janeiro a julho no Estado representou 16,1% do superávit brasileiro. Foi o terceiro maior do País, atrás apenas de Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Já em exportações, o Paraná ficou com a quarta posição, atrás de São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
Ramalho disse que o Paraná é um dos três estados que terão apoio em capacitação empresarial, para ajudar o Brasil a ampliar em US$ 8 bilhões o volume de exportações este ano. Além do Paraná, terão apoio os governo de São Paulo e Minas Gerais.
Para o secretário de Estado da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Luis Guilherme Mussi, o bom desempenho do Paraná poderá melhorar ainda mais com a política de promoção de exportações para o Estado, lançada no Encomex com a meta de ampliar as exportações e diversificar a pauta. A intenção é garantir maior inserção do setor empresarial. Hoje, o complexo soja responde pela maior parte das exportações do Paraná.
''A secretaria terá o papel de coordenar as atividades de promoção comercial do Paraná, em todos os níveis, de forma a integrar os esforços de diversos órgãos, entidades e sistemas de informação, usando melhor aproveitamento da vocação produtiva regional'', declarou Mussi.
O governo já fez uma pré-seleção de setores que deverão participar da política de promoção das exportações: agronegócios/produtos orgânicos, madeiras e móveis, têxtil e confecções, cosméticos e higiene pessoal, artesanato e eletroeletrônico. O levantamento foi feito com base em estudos sobre o potencial para o mercado internacional, capacidade exportadora e competitividade setor a setor.
O coordenador de Assuntos do Mercosul da secretaria, Santiago Martin Gallo, adiantou que algumas ações serão desenvolvidas no Estado a partir dessa política. ''Entre elas, o diagnóstico dos setores selecionados, um radar comercial estadual com objetivo de selecionar os mercados que apresentam maior potencial para o incremento das exportações e organização de missões comerciais.''


