A balança comercial começou 2002 no azul. Segundo dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o saldo comercial da primeira semana de janeiro foi de US$ 20 milhões. As exportações totalizaram US$ 400 milhões e as importações, US$ 380 milhões.
Como a primeira semana teve apenas três dias úteis, os números ainda são pouco representativos. Mas o governo já começa a acreditar que a projeção oficial de US$ 5 bilhões de superávit comercial em 2002 poderá ser superada.
Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Sérgio Amaral, diante dos cenários que estão sendo traçados para a economia mundial neste ano, é possível acreditar que a balança comercial registre um saldo de US$ 5 bilhões a US$ 6 bilhões.
Amaral frisou que essa não é uma meta do governo, apenas projeções de analistas de comércio exterior que, ao seu ver, são ‘‘razoáveis’’.
Citando as projeções feitas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), Amaral disse que a economia global poderá dobrar a taxa de crescimento este ano em relação ao aumento pouco acima de 1% projetado para 2001.
No que se refere ao comércio internacional, o ministro disse que a taxa de crescimento poderá ser de 3%, ante 2% estimados para 2001. A confirmação destes números daria condições para que o saldo comercial atingisse até os US$ 6 bilhões projetados. Segundo Amaral, o PIB brasileiro também teria de crescer entre 2% e 2,5% em 2002.
Apesar do superávit registrado na primeira semana de janeiro, houve recuo no movimento tanto das exportações quanto das importações. A média diária das exportações foi de US$ 133,3 milhões, com queda de 35,4% em relação à média de janeiro do ano passado, que foi de US$ 206,3 milhões.
As importações também abriram 2002 em baixa, mantendo a tendência registrada no ano passado. A média diária da primeira semana foi de US$ 126,7 milhões, com redução de 44,4% em relação à média de US$ 228 milhões de janeiro de 2001.
Do lado das exportações, houve retração em todas as categorias de produtos. Pela média diária, as exportações de manufaturados caíram 45,5%, as de semimanufaturados tiveram queda de 26% e as de produtos básicos recuaram 8,8%.

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