O superávit da balança comercial agropecuária cresceu 41,5% nos primeiros oito meses deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo US$ 6,7 bilhões, com um aumento de US$ 1,98 bilhão em divisas, de acordo com levantamento feito pelo Departamento Técnico da Confederação Nacional da Agricultura (CNA).
As exportações do setor somaram US$ 11,59 bilhões, resultando num aumento de 23,85% no período, bem acima do crescimento global das vendas externas do País de janeiro a agosto, que foi de 10,57%, com volume total de US$ 35,09 bilhões. Dessa forma, ressalta o levantamento, a participação da agropecuária nas vendas externas passou de 29,5% em 1996 para 33% em 1997.
Por outro lado, o setor agropecuário reduziu sua participação nas importações totais do País de 14% para 11,8% no período. De janeiro a agosto, as importações agropecuárias somaram US$ 4,8 bilhões, volume que representa um crescimento de 5,33% em relação a 1996, enquanto o total das compras do país cresceu 25,19%, atingindo US$ 40,9 bilhões nos primeiros oito meses do ano.
Soja e café O efeito combinado do aumento das exportações e redução das importações é que resultou no crescimento de 41,5% do saldo comercial da agropecuária. Os melhores desempenhos no período foram dos segmentos de soja e café, segundo a CNA. As exportações de soja em grão alcançaram US$ 2,31 bilhões de janeiro a agosto, resultado 159% superior ao do mesmo período do ano passado, enquanto as vendas de farelo de soja cresceram 6,07%, atingindo US$ 2,03 bilhões.
As vendas externas de café, segundo o levantamento da CNA, cresceram 100% no período, totalizando US$ 1,8 bilhão. Também se destacaram as exportações de fumo em folhas (US$ 825 milhões), carne de frango (US$ 605 milhões), de couro (US$ 490 milhões), açúcar refinado (US$ 391 milhões) e de cigarros (US$ 366 milhões). As importações que mais cresceram foram as de legumes e frutas, com de 21,2% ou US$ 120 milhões a mais, e as de adubos e fertilizantes, com crescimento de 51,3%, representando um aumento de US$ 221 milhões. Também foram expressivos os aumentos de importações de algodão (19,6%) e de bebidas (30,8%).

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