A balança comercial agrícola deverá registrar um superávit de cerca de US$ 12 bilhões este ano, segundo o ministro da Agricultura, Arlindo Porto. Enquanto as exportações agrícolas encerrarão 1997 com saldo de US$ 18,4 bilhões, as importações deverão ficar em torno de US$ 6,4 bilhões, abaixo da previsão feita em outubro, que foi de US$ 7,2 bilhões.
Na pauta das exportações agrícolas, a maior contribuição é do complexo soja, com 34,3%, seguido do café, com 16,7%, e do açúcar, com 8,6%. Em relação ao ano passado, as exportações agrícolas de produtos básicos, semi-manufaturados e manufaturados cresceram mais de 20%, saltando de US$ 15,3 bilhões para US$ 18,4 bilhões. Por outro lado, as importações decresceram, segundo levantamento do Ministério da Agricultura, de US$ 7,5 bilhões em 1996 para US$ 6,4 bilhões neste ano.
De acordo com os técnicos do governo, a previsão de outubro indicava uma grande importação de soja, neste final de ano, que acabou não se concretizando. Os maiores gastos em divisas do País ocorreram na compra de cereais (US$ 1,3 bilhão), algodão (US$ 900 milhões), bebidas, líquidos alcoólicos e vinagres (US$ 521 milhões) e leite e laticínios (US$ 478 milhões).
De acordo com os dados preliminares, entre os produtos brasileiros de exportação, o farelo de soja foi o que mais divisas trouxe ao País, com US$ 2,9 bilhões, seguido do café, com US$ 2,7 bilhões, da soja em grão, com US$ 2,6 bilhões, carne de aves, suco de laranja e fumo, com US$ 1 bilhão cada.
Os levantamentos preliminares do Ministério da Fazenda também indicam crescimento de mais de 20% das exportações agrícolas, enquanto as importações mantiveram praticamente o mesmo índice.

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