Balança acumula saldo de US$ 23 bi
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segunda-feira, 13 de setembro de 2004
Renata Veríssimo<br> Agência Estado 
Brasília - O comércio exterior brasileiro continua mostrando vigor em setembro. Na segunda semana de setembro, segundo dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a balança comercial registrou superávit de US$ 643 milhões e no acumulado do mês já ultrapassou a casa do US$ 1 bilhão, chegando a um saldo de US$ 1,194 bilhão. A média diária das exportações e importações brasileiras neste mês já é a segunda melhor do ano. O melhor resultado ainda é o de junho.
As exportações apresentaram crescimento de 30,5% nas duas primeiras semanas do mês na comparação com setembro de 2003. A média diária está em US$ 432 milhões, enquanto, em setembro passado, atingiu US$ 330,9 milhões. Em junho, a média diária atingiu US$ 444,1 milhões. Já a média diária das importações atingiu US$ 261,4 milhões, 24,6% acima da média de setembro de 2003, quando totalizou US$ 209,8 milhões. A melhor média deste ano, de junho, é de US$ 262,8 milhões.
Na segunda semana de setembro, as exportações chegaram a US$ 1,648 bilhão e importações de US$ 1,005 bilhão. No mês, as vendas para o exterior acumulam US$ 3,024 bilhões e as compras US$ 1,830 bilhão. No ano, as exportações totalizam US$ 64,378 bilhões e as importações, US$ 41,233 bilhões, com saldo positivo de US$ 23,145 bilhões. A meta do governo é obter um saldo de US$ 30 bilhões em dezembro.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, continuam crescendo as vendas externas das três categorias de produtos. Em setembro, os básicos aumentaram 18,6% por conta, principalmente, de algodão em bruto, carnes de frango, bovina e suína, soja em grão, farelo de soja, fumo em folhas, minério de ferro, e milho em grão.
As exportações de manufaturados subiram 35,4% em função dos embarques de aviões, óleo de soja refinado, tratores, máquinas e aparelhos para uso agrícola, laminados planos de ferro ou aço, máquinas e aparelhos para terraplenagem, tubos de ferro fundido, autopeças e motores para veículos e laminados planos. Os semimanufaturados apresentaram incremento de 34,2% devido às vendas de ligas de alumínio, estanho e alumínio em bruto, ferro fundido, madeira serrada, couros e peles e semimanufaturados de ferro ou aço.
Do lado das importações, os dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento mostram que, no comparativo com setembro de 2003, ampliaram-se os gastos com aeronaves e peças (88,6%), químicos orgânicos e inorgânicos (46,4%), combustíveis e lubrificantes (31,2%), equipamentos elétricos e eletrônicos (29,8%), instrumentos de ótica e precisão (28,5%), plásticos e obras (23,9%) e produtos farmacêuticos (23,5%).


