Brasília - A balança comercial manteve a tendência dos últimos meses e abriu novembro com superávit de US$ 371 milhões. Entre os dias 1.º e 10, foi exportado US$ 1,45 bilhão em produtos, com média diária de US$ 242,50 milhões. No mesmo período, as importações somaram US$ 1,08 bilhão, com média diária de US$ 180,70 milhões. Com os números divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o superávit acumulado no ano atingiu US$ 10,43 bilhões. Em 12 meses, o saldo comercial é de US$ 11,58 bilhões.
As exportações registraram aumento de 7,8% na comparação com o mesmo período de novembro de 2001. Segundo o ministério, as vendas de semimanufaturados cresceram 50,6%, incluindo principalmente ferro e aço, alumínio em bruto, couros e peles, celulose e madeira serrada. As vendas de produtos básicos, outro destaque, subiram 21,8%, puxadas por farelo de soja, soja em grão, fumo em folhas, petróleo em bruto e café em grão.
A exportação de manufaturados caiu 8,7%, como resultado da queda das vendas de aparelhos transmissores e receptores, calçados, açúcar refinado, aviões e automóveis de passageiros. As exportações acumuladas até a segunda semana de novembro cresceram 1,5%, ante o mesmo período de 2001. Elas totalizaram US$ 51,44 bilhões, com média diária de US$ 236 milhões.
Já as importações registraram queda de 14,3% nos dez primeiros dias do mês de novembro. No comparativo com novembro de 2001, caíram os gastos com veículos e partes (36,5%), instrumentos de ótica e precisão (32,3%), equipamentos mecânicos (26,4%), siderúrgicos (26,4%), equipamentos elétricos e eletrônicos (26,2%), químicos orgânicos e inorgânicos ( 26,2%), adubos e fertilizantes (22,2%) farmacêuticos ( 18,9%), cereais e produtos de moagem (14,5%) e plásticos e obras (7,5%).

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