O engenheiro agrônomo Rodrigo Carvalho Stábile e a veterinária Cristina Fuganti são baladeiros assumidos. O casal de namorados sai em média quatro vezes por semana para bares e boates. Os gastos (para os dois) giram em torno de R$ 500 por semana. ''Temos uma turma bem animada. A gente chama os amigos, os amigos nos chamam, e estamos sempre saindo juntos'', conta.
Grande parte do valor gasto pelo casal é com a bebidas (cerveja, destilados). ''Minha namorada não bebe, mas eu bebo por ela'', brinca Stábile. Com a lei seca, a direção do carro fica com Cristina. ''Não gosto de nada que tenha álcool. Só fico no suco mesmo e não perco o pique'', diz ela, que considera a balada fundamental para ''sair da rotina''.
O agrônomo conta que sempre foi festeiro e não abre mão de sair à noite. ''Desde os 11 anos de idade já ía em bailão lá no Mato Grosso (onde morava). Eu só não bebia, é claro'', lembra. Ele acha que a vida na balada ficou mais prática com os cartões informatizados de consumo. ''É bem melhor do que ficar comprando ficha no caixa'', diz Stábile.
A musicista Sara Delallo, que tem o hábito de sair de duas a três vezes por semana, também aprova o sistema. ''Quando a comanda era de papel, eu vivia perdendo'', diz ela, que só frequenta bares alternativos em noites de música ao vivo.
Sara gasta em média R$ 40 por noite, incluindo o couvert artístico. O que mais pesa na conta é a cerveja. Ela sai com o marido, em turma e também sozinha. ''Só vou a shows e prefiro os dias de semana porque se encontra mais músicos, artistas. O público que sai nos finais de semana é totalmente diferente'', observa.
Saindo até cinco vezes por semana, o estudante Rafael Beckert deixa em média R$ 250 na semana em bares e boates. ''Só não tenho saído tanto assim agora porque estou estudando bastante, mas normalmente gosto muito de balada. Quando vou a boate, gasto mais, principalmente em destilados'', observa. Para ele, o cartão de consumo tem a vantagem de ser prático, mas a desvantagem de não se perceber o que está gastando. (G.M.)

mockup