São Paulo - As vendas reais no setor supermercadista subiram 7,27% em outubro em relação ao mesmo mês do ano passado e 8,02% em comparação a setembro, acumulando no ano alta de 5,57%. Os bons resultados levaram o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Sussumu Honda, a prever que o faturamento do setor em 2009 deverá apresentar um crescimento real superior a 5,5%, diante das perspectivas positivas para as vendas de final de ano.
Apenas no mês de dezembro, o faturamento dos supermercados deverá crescer 7,9%, segundo levantamento com 125 empresas realizado pela Abras. De acordo com Honda, o aumento da geração de empregos, que em outubro proporcionou uma alta de 0,7% ao estoque de assalariados em relação a setembro, e o aumento da concessão de crédito são as condições que deverão impulsionar o desempenho dos supermercados até o final do ano.
Em 2010, o executivo acredita na manutenção das taxas de crescimento ao menos em linha com o desempenho apresentado nos dez primeiros meses deste ano, impulsionadas por um aumento entre 4% e 5% do Produto Interno Bruto (PIB). Para o Natal, o levantamento da Abras constatou um crescimento das encomendas em relação a mesma data do ano passado de 14,2% para frutas nacionais da época, 14% de refrigerantes, 13,8% de cervejas, 12,3% de panetones, 11,4% de frutas secas, 11,1% de frango congelado, 10,4% de bacalhau, 9,9% de pernil, 9,3% de vinhos nacionais, 9,3% de chester, 8,9% de bebidas natalinas, 8,8% de peixes congelados, 7,3% de lombo, 7,3% de brinquedos, 7,2% de peru, 6,4% de peixes frescos e 6,1% de tender.
A pesquisa da entidade apontou ainda um aumento nas encomendas de 13,5% das frutas especiais importadas, de 9,7% dos vinhos importados e de 9% de outros produtos adquiridos no exterior, como azeite, azeitonas, queijos e embutidos.
Segundo Honda, a participação dos importados deverá ser maior neste Natal na mesa dos consumidores em razão da redução da taxa de câmbio, que superou os R$ 2,30 na mesma data do ano passado. A moeda norte-americana fechou ontem cotada a R$ 1,72. Em relação aos preços nos supermercados para 2010, Honda prevê uma estabilidade. Ele acrescentou que a desvalorização do dólar frente ao real está possibilitando elevar as importações de produtos destinados aos supermercados. ''Isso irá contribuir para regular os preços no mercado interno no próximo ano'', afirmou. Outro fator apontado por Honda a possibilitar a estabilidade nos preços dos alimentos é a pouco provável quebra da safra agrícola no verão de 2010.
Inclusão
Segundo a Abras, os bons resultados apresentados pelos supermercados em outubro aconteceram em grande parte devido ao aumento de renda das classes D e E. ''A inclusão dessa enorme parcela da população no mercado consumidor é sinal de maior progresso econômico e social'', informou em nota a entidade.
De acordo com a Abras, o volume das vendas nos supermercados cresceu 2,4% nos 10 primeiros meses do ano, em relação a igual período de 2008. As maiores altas nos volumes das vendas ficaram com bebidas alcoólicas (6,8%) e perecíveis (6,1%).

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