Brasília - Segundo os dados da CNI, o grupo mais esperançoso, o de baixa renda, é justamente o que mais sofre com a atual situação econômica. Entre eles, 14% já estão desempregados, por exemplo, enquanto apenas 5% dos entrevistados com renda superior a dez mínimos estão na mesma situação. E 45% dos que têm baixa renda disseram ter ''muito medo'' de perder o emprego, enquanto apenas 24% dos mais ricos demonstraram o mesmo temor. Mas a maioria nos dois grupos prevê agravamento do desemprego.
Apesar disso, 36% dos entrevistados no grupo de menor renda acham que a renda geral vai subir e somente 21% pensam em achatamento de renda. E boa parte desse grupo mais carente (33%) acha que vai ser beneficiada pessoamente com essa elevação de renda, enquanto 18% acham que ela cairá. A situação inversa ocorre no grupo de renda mais alta, onde 53% prevêem queda global de rendimentos e apenas 10% acreditam em aumento de renda geral. Mas muitos desse grupo mais abastado acreditam que somente a renda dos outros vai cair, pois 31% crêem que terão aumento de rendimentos nos próximos seis meses.

mockup