Baixa renda deve comprar mais
SÃO PAULO - Os consumidores de menor renda, prevêem lojistas, são os que mais devem comprar neste Natal. Mas nem por isso os produtos mais simples e baratos devem ser os mais vendidos. A expectativa é que essa parcela de consumidores, que passou a comprar mais desde o Plano Real, leve para casa, agora, artigos mais caros, como um televisor de 29 polegadas. Os consumidores de classe B e C são os que mais têm comprado, desde o real, e essa tendência deve se manter, diz João Ianhez, diretor de Comunicação Social da Arapuã.
A classe média, avaliam os lojistas, continua destinando a maior parte do orçamento às mensalidades escolares, prestação de casa própria e despesas com condomínio. Sobra menos para gastar com compras, avalia Girz Aronson, dono da rede de lojas de eletrodomésticos G. Aronson. Enquanto isso, o consumidor com menor poder aquisitivo gasta todo seu salário com comida, aluguel e, o que sobra, com compras de bens semi-duráveis. Se sobra R$ 60,00 no orçamento mensal, ele já pode pagar a prestação de um televisor de 29 polegadas, analisa Aronson. E é isso que eles têm feito, acrescenta.
Dos produtos vendidos pela Arapuã até o terceiro trimestre do ano, 28% foram televisores. A TV deverá permanecer à frente, prevê Inhanez. As vendas de produtos de áudio, a segunda maior da rede, somaram 10% do total.
Nos supermercados, a tendência é a mesma. O consumidor de menor renda deve comprar mais. Os produtos mais vendidos vão ser panetone, carnes de forma geral, e bebidas frias, como refrigerante e cerveja. As compras, no entanto, não devem ser tão superiores às do ano passado, segundo Omar Assaf, vice-presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas). Na melhor das hipóteses, prevê, as vendas serão entre 4% e 5% maiores do que as de 95.





