Bairro de Londrina é o quarto do Brasil em consumo de roupa
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sábado, 18 de outubro de 2014
Guilherme Batista - Redação Bonde 
Uma área localizada entre as regiões leste e central de Londrina, definida como São João pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é a quarta do Brasil em potencial de consumo em vestuário. É o que aponta uma pesquisa feita pela Geofusion, empresa de São Paulo especializada em avaliação de mercado.
O levantamento foi feito em 2013.
O bairro, habitado por 2.829 pessoas no ano passado, tinha uma renda média de R$ 10.474,00.
De acordo com a pesquisa, os 876 domicílios da área tiveram potencial de gasto de R$ 4,7 milhões em vestuário nos doze meses de 2013. A média mensal, por domicílio, é de R$ 449.
O índice londrinense só perde para o Lago Sul, de Brasília (DF), que teve potencial de consumo mensal por domicílio de R$ 478, para o Funcionários, de Belo Horizonte (MG), que teve índice de R$ 474, e para o bairro Morada dos Pássaros, de Barueri (SP), cujo potencial foi de R$ 456.
O bairro São João, de Londrina, ficou à frente, por exemplo, do Batel, de Curitiba, que teve índice de R$ 374, e do centro de Maringá, que obteve potencial de gasto mensal por domicílio de R$ 370.
O potencial da área londrinense também é bem maior se comparada à media brasileira, de R$ 114 por domicílio.
O potencial da cidade de Londrina, por sua vez, é de R$ 26 milhões, e perde 'feio' para o índice de Curitiba (R$ 122 milhões) e ganha por pouco do número obtido por Maringá (R$ 24 milhões).
Bairros das três cidades paranaenses estão entre os vinte que mais gastam com vestuário no país.
Londrina
Os dados da pesquisa mostram, ainda, que a região da Universidade Estadual de Londrina (UEL) também possui um grande potencial de gasto em roupas.
A área, composta por 16.729 domicílios e 45.065 pessoas, teve potencial em 2013 de R$ 58,4 milhões e média, por domicílio, de R$ 291.
O centro da cidade vem na terceira colocação. A região, com 66.514 moradores, apresentou potencial de gasto de R$ 91,8 milhões e média, por domicílio, de R$ 276.
Análise
A diretora de Inteligência de Mercado da Geofusion, Susana Figoli, afirmou ter ficado surpresa com o aparecimento de cidades do interior do Paraná, como Londrina e Maringá, nas primeiras posições do levantamento. "É mais comum as pesquisas do tipo serem dominadas pelo eixo Rio-São Paulo. É interessante perceber que, em muitas vezes, o potencial de algumas regiões do país está escondido e só é descoberto por meio destes levantamentos", destacou.
Ela contou que a Geofusion fez a pesquisa para "ajudar empresas que querem determinar aonde vão investir". Questionada se Londrina pode receber novos investimentos por conta do levantamento, Susana optou pela cautela: "Você pode ter um consumo altíssimo por domicílio, mas poucos domicílios na área em questão. Aí não compensa para algumas empresas".
(Atualizado às 17h34)


